Fotógrafo destaca situação no Sudão do Sul

Objetivo de série de fotos é mostrar semelhança entre tribos

iG Minas Gerais |

Athiey Jal, filho do modelo refugiado sul-sudanês Emmanuel Jal
MIKE MELLIA / ARTINFO
Athiey Jal, filho do modelo refugiado sul-sudanês Emmanuel Jal

Rio de Janeiro. “Eu sou Nuer, mas não sou uma tribo, sou sul-sudanesa. Conheço a capacidade de resistência das tribos, mas acredito que, quando os sul-sudaneses se unem, nossa capacidade de determinação é maior do que aquilo que nos divide. Juntamente com outros modelos do Sudão do Sul, que representam várias tribos, faço parte de uma campanha para mostrar em escala mundial que a tribo de onde você vem não importa. Esperamos que isso mostre a unidade e o orgulho que devemos ter em nós mesmos; a paz que pode ser criada se acabarmos com as nossas armas e hostilidades antigas. Nós não somos Nuer ou Dinka, somos do Sudão do Sul, somos do Nilo”.

A mensagem corajosa foi divulgada pela supermodelo Nykhor Paul, que aderiu a uma campanha, junto com outros sul-sudaneses, para atrair a atenção para o país – onde na semana passada as Nações Unidas denunciaram um massacre étnico que matou pelo menos 200 civis. Ainda criança, Nykhor fugiu do Sudão para um campo de refugiados da Etiópia. Em 1998, aos 9 anos, emigrou para os Estados Unidos e acabou sendo adotada por uma família norte-americana, em Nebraska.

Ela e outros africanos foram fotografados por Mike Mellia, conceituado fotógrafo norte-americano. O objetivo da exposição é aumentar a conscientização sobre a guerra que está acontecendo no país.

“Eles precisam entender que o mundo é maior do que suas tribos. Quando eu viajo pelo mundo, para Paris, Alemanha, onde for, as pessoas só percebem que eu sou uma menina alta, de pele escura e se perguntam ‘Você é do Sudão?’ Eu não tenho de mencionar a minha tribo, eles realmente não se importam com isso”, disse a modelo.

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