Racionar consumo custará até R$ 28 bi

iG Minas Gerais |

Rio de Janeiro. O racionamento de energia provocaria uma perda de até R$ 28,7 bilhões aos geradores e forçaria um aumento de até 10,2% nas tarifas para evitar que as distribuidoras quebrassem. Essas são algumas das conclusões de um estudo produzido pela agência de classificação de risco Moody’s. “O setor elétrico terá um 2014 muito difícil, com o preço ‘spot’ (à vista) alto, com a exposição involuntária das distribuidoras ao mercado ‘spot’ e com o despacho térmico elevado”, afirmou o vice-presidente e analista sênior da Moody’s, José Soares.  

O estudo da Moody’s mostra que o tamanho das perdas dependerá da posição contratual dos geradores e do porte do racionamento. A perda de R$ 28,7 bilhões e o reajuste de 10,2% das tarifas consideram que o corte na demanda será de 20% por um período de 12 meses. Se a redução compulsória no consumo for de 5% por sete meses, o prejuízo dos geradores seria de R$ 7,5 bilhões e a conta de luz subiria 1,5%.

Para calcular esses números, a Moody’s considerou que o racionamento obrigaria os geradores a comprar energia no mercado à vista para compensar o déficit na geração hidrelétrica, quando a energia produzida fica abaixo da energia assegurada das usinas – no jargão do setor elétrico, isso é conhecido como GSF inferior 1. Num racionamento de energia de 5% por sete meses, o GSF seria de 97,2%, ou seja, o déficit seria 2,8%, gerando a perda de R$ 7,5 bilhões. Se o corte do consumo for de 20% por 12 meses, o GSF seria de 90,4% (9,6% de déficit), gerando o prejuízo de R$ 28,7 bilhões.

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