Investigação sobre morte de Bernardo ouve policiais

Agentes podem ajudar falando sobre frieza de pai e madrasta

iG Minas Gerais |

Bernardo pediu ajuda para encontrar outra família, sem sucesso
ÁLBUM DE FAMÍLA/REPRODUÇÃO
Bernardo pediu ajuda para encontrar outra família, sem sucesso

Porto Alegre. A equipe de investigação do assassinato de Bernardo Uglione Boldrini, 11, começou a ouvir os policiais que prenderam o pai do garoto, o médico Leandro Boldrini, 38, logo depois da descoberta do corpo, no dia 14 de abril. O primeiro dos três depoimentos foi prestado na quarta-feira, 23, e o último está agendado para esta sexta-feira.

O conteúdo não foi revelado, mas servirá para esclarecer se a versão correta é a da própria polícia - que afirma que Boldrini recebeu a notícia da morte do filho com frieza, ou a do advogado Jáder Marques, que sustenta que seu cliente “desabou” e chegou a avançar contra sua mulher, Graciele Ugulini, 32, madrasta do menino, ao saber do desfecho do caso. A delegada de Três Passos (RS), Caroline Bamberg Machado, disse que não iria entrar em detalhes sobre os depoimentos. “Eu dei ordem de prisão para ele (Boldrini) e para ela (Graciele) e ambos estavam extremamente frios”, reiterou.

Denúncias de negligência (a falta de cuidado de quem tem esse dever) se multiplicaram nos últimos três anos no país. Em 2013, o Disque Direitos Humanos da Secretaria da Presidência da República recebeu mais de 90 mil ligações sobre o tema – 73,47% do total de 124.079 denúncias. Só em 2014, foram 37.586 telefonemas até abril.

A maioria delas retrata falta de amparo (89,7%), incluindo casos em que pais ou responsáveis não cumprem seu papel – por exemplo, expulsam crianças ou adolescentes de casa. Em seguida, aparecem negligência em fornecer alimentação (37,25%), limpeza e higiene (31,75%), medicamentos e assistência à saúde (16,5%), e o abandono (10,4%)

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