Chances reais de mudanças no comando do futebol mineiro

iG Minas Gerais |

Marcada para o dia 29 de maio a eleição para a presidência da Federação Mineira de Futebol. Três chapas devem concorrer: Castellar Guimarães Neto com Ernani do Carmo, de vice; Paulo César de Freitas e Silvestre Antônio (vice); Ricardo Adriano tendo como vice o doutor Islande Batista – ex-chefe da Polícia Civil do Estado. O assunto é muito sério porque o futuro do futebol mineiro depende dessa disputa. Jogo do faz de conta No Brasil usa-se demais o futebol para se ganhar dinheiro, muitas vezes de forma ilícita. A CBF passou por troca de comando na semana passada, por aclamação; apenas uma troca de cadeiras. São senhores que nada têm a ver com o futebol, assim como o antecessor deles, Ricardo Teixeira. Até o filho de José Sarney, Fernando, é da cúpula do futebol brasileiro. Tudo por dinheiro As federações esportivas do Brasil, além do futebol, são comandadas, em sua maioria, por figuras que se encastelam no poder e agem como donos, verdadeiros ditadores, que manobram à vontade para se perpetuar no comando. Quando são obrigados a passar o bastão o transferem para parentes, empregados ou alguém de confiança do seu próprio esquema. O uso da coluna I A FMF tem uma chance de sair desse ciclo perverso, e o momento é este. Recebi telefonemas de pessoas da capital e do interior perguntando se estou apoiando a chapa de Paulo César de Freitas, ex-prefeito de Nova Serrana. Isso porque o advogado Silvestre Antônio, seu candidato a vice, está enviando carta com pedido de voto tendo junto cópia de uma coluna minha do dia 9 de maio de 2013. O uso da coluna II Nessa coluna, informo que foi o doutor Silvestre, ex-presidente da Liga de Ipatinga, quem iniciou a série de ações judiciais que tirou o delegado Paulo Schettino da presidência da FMF. Esclareço que eu não estou apoiando essa chapa e que nem sabia que minha coluna estava sendo enviada a ninguém. Aliás, não tenho nem direito a voto neste seleto e misterioso colégio eleitoral.

Mudanças de verdade Das três candidaturas anunciadas vejo a do Castellar Guimarães Neto como a que dá mais esperanças de mudanças de verdade. Um dos nomes mais conhecidos da nova safra de grandes advogados mineiros, é o mais jovem dos candidatos: 31 anos. Mestre pela Universidade de Sorbonne, de Paris, tem visão macro do futebol, que não se limita a Atlético, Cruzeiro e América, como é tradição na FMF.

A volta da Pantera O Democrata de Governador Valadares, um dos mais importantes e tradicionais clubes mineiros, garantiu a volta à primeira divisão no último domingo, mas na segunda-feira dispensou comissão técnica e todos os jogadores, já que não tem condição financeira de continuar com o grupo até o fim do ano.

Esperança de mudanças O exemplo do Democrata-GV é apenas um dentre tantos do futebol de Minas, há décadas sob os olhares omissos da FMF, que tem a obrigação de pensar fórmulas que garantam ao Democrata e a todos os demais do interior poder ficar em atividade o ano inteiro, revelando jogadores e atuando para os seus torcedores. Acredito na palavra de Castellar Neto, sem vícios ou interesses político-partidários, de entrar de sola em problemas como esse e resolvê-los.

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