Presidente devolve o cargo de prefeito deposto de Bogotá

Devido à suspeita de irregularidades em seu governo, Gustavo Petro saiu do gabinete por um mês

iG Minas Gerais |

Bogotá, Colômbia. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, restituiu nesta quarta Gustavo Petro ao cargo de prefeito da capital do país, Bogotá, por força de uma decisão judicial da Suprema Corte do país. “Os juízes me mandaram restituir o prefeito Petro e eu assinei o decreto correspondente para que ele seja reconduzido ao cargo de prefeito”, disse Santos durante um evento público no palácio presidencial.  

De acordo com o chefe de Estado, a sua determinação é apenas a aplicação da lei. “Eu não tenho escolha. Alguns podem gostar, outros não”. Depois que Petro foi removido do cargo, Santos nomeou como interinos, primeiro, o ministro dos Transportes de Bogotá, Rafael Pardo, e, depois, Maria Mercedes Maldonado, que era funcionária do governo Petro.

Em pouco mais de um mês, Bogotá teve três prefeitos. Na terça-feira, o Tribunal Superior de Bogotá ordenou o retorno de Petro à prefeitura da capital, impugnando a decisão de Santos de destitui-lo. Em Cartagena, Petro disse a jornalistas que “acredita que disseram ao presidente algo que não correspondia à realidade e (há um mês) tomou uma decisão equivocada que agora está sendo corrigida”. “Espero que a correção seja completa”, assinalou.

Um dos assessores de Petro disse por telefone à Associated Press que ele regressaria a Bogotá à tarde para retornar ao mandato que começou em 1º de janeiro de 2012 e termina em 31 de dezembro de 2015. A decisão do tribunal pode ser contestada na Corte Suprema de Justiça do país.

Destituição. O presidente havia destituído Petro em 19 de março, depois de um pedido de 9 de dezembro de 2013 do procurador geral Alejandro Ordóñez por supostas irregularidades que teriam sido cometidas em dezembro de 2012 na administração da coleta de lixo da capital colombiana.

O prefeito eleito de Bogotá havia feito mudança no sistema de coleta de lixo, que antes era realizado por empresas privadas e, em seu governo, foi repassado à Companhia pública de Aqueduto.

Petro, um ex-guerrilheiro de 54 anos, desmentiu as acusações e disse ser vítima das batalhas políticas e religiosas do procurador Ordóñez, famoso por sua atitude ultraconservadora. Petro militou no grupo guerrilheiro agora pacificado Movimento 19 de Abril (M-19).

Voz do eleitor

Eleitor. O caso foi julgado pela Suprema Corte porque o cidadão Oscar Augusto Verano entrou com um processo por entender que seu direito de eleger foi violado quando o presidente destituiu o prefeito.

Substituta de Petro, María Mercedes comemora decisão BOGOTÁ. Nomeada na segunda-feira como prefeita interina de Bogotá pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, María Mercedes Maldonado confirmou ter recebido o comunicado da justiça sobre a restituição de Petro. “Estou muito contente. A volta de Petro é o melhor que poderia ocorrer”, disse Maldonado. María Mercedes já fazia parte do gabinete durante a administração de Gustavo Petro. Durante a indicação de María, Santos disse que ela havia sido escolhida por conhecer as políticas da cidade para segurança, emprego e transporte. Ele também havia indicado que entraria em contato com a autoridade eleitoral do país para pedir eleições antecipadas para a prefeitura de Bogotá.

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