Saúde mantém serviços parados até esta quinta-feira

Categoria diz que não houve avanço na negociação com a prefeitura; cerca de 2.000 servidores protestaram ontem

iG Minas Gerais | José Augusto |

Cerca de 2.000 servidores da Saúde e da Educação protestaram ontem na cidade
Moisés Silva
Cerca de 2.000 servidores da Saúde e da Educação protestaram ontem na cidade

Servidores da Saúde de Betim, na região metropolitana, que cruzaram os braços ontem, decidiram continuar com os serviços paralisados até amanhã.

Ontem, cerca de 2.000 trabalhadores do setor e da Educação, que está em greve desde o dia 15, percorreram as principais ruas do centro e fizeram um protesto na sede da prefeitura onde, munidos de charanga, faixas e apitos, demonstraram a insatisfação contra a proposta de reajuste de 7% parcelado feita pelo governo.

Como ainda não houve avanços na negociação com a prefeitura, os servidores da área da saúde também podem entrar em greve. Ontem, eles realizaram uma paralisação que inicialmente seria de 24 horas, mas durante uma assembleia realizada pela manhã, a categoria decidiu continuar com o movimento até esta sexta.

“Estamos em estado de greve. Hoje (ontem) à tarde, realizamos uma reunião com a prefeitura para negociar nossas reivindicações, mas não houve avanço. O Executivo quer dar um reajuste de 7% parcelado em duas vezes, e isso não vamos aceitar”, disse a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde), Berenice Freitas.

Além disso, a categoria criticou a proposta de reajuste de 15% no cartão Cesta Servidor. Na próxima sexta-feira (25), será realizada uma nova assembleia.

Já os servidores da Educação estão em greve desde o dia 15 por tempo indeterminado.

A prefeitura informou que fez uma proposta de reajuste salarial de 7%, sendo 3% em maio e 4% em agosto, e de 15% do cartão Cesta Servidor. No dia 30, haverá uma nova reunião. Quem procurou atendimento médico ontem teve que ter paciência. “Eu fui no posto do bairro Cruzeiro do Sul levar a minha mãe para consultar e não consegui. Depois fui na UAI Alterosas, e ela não foi atendida também. Vim para a UAI Guanabara, e o cenário foi o mesmo. E a minha mãe, que é idosa, está sofrendo com uma crise de bronquite”, disse o soldador Emerson Silva.

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