BH recebe competição que mistura descontração com espírito militar

Xtreme Race possui obstáculos que exigirão que competidores escalem muros com cordas e rastejem no chão cheio de lama

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Para chegar ao pódio, será necessário superar todos os obstáculos
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Para chegar ao pódio, será necessário superar todos os obstáculos

Passar por obstáculos cheios de lama, além de encarar subidas em cordas e escaladas fazem lembrar cenas de filmes em áreas militares. É assim que os participantes da Xtreme Race devem se sentir no próximo domingo, quando participarem da prova que chega em Belo Horizonte pela primeira vez. Para deixar o clima de guerra ainda mais real, a competição vai acontecer dentro do CPOR-BH, o centro militar do exército da capital, com mais de 200 inscritos até o momento.

"Por ser realizada dentro da base do exército, utilizaremos obstáculos que fazem parte do treinamento dos militares, como a parede de escalada, a pista de pentatlo e o rastejamento na lama. Também teremos um tanque de gelo, que irá elevar a adrenalina dos participantes da prova”, explica Rafael Sá, um dos organizadores da Xtreme Race.

Esta será a quarta etapa da prova, que já passou por Atibaia-SP, Águas de São Pedro-SP e Suzano-SP. As incrições continuam abertas e se encerram nesta quinta-feira pelo site www.xtremerace.com.br

O formato é incomum e suas características atraem bom número de interessados em uma prova diferenciada, que tem trajeto de 5km. "A aceitação do público tem sido muito boa e a maioria mostra interesse justamente pelo ineditismo e por ela ter essas diferenças de outros eventos. O público quer enfrentar algo diferente, mas a descontração é a grande marca. Quanto mais sujo se chega ao final, mais feliz estará o participante", comenta o organizador Maurício Fragata. Mais quatro provas estão programadas para o segundo semestre, mostrando o sucesso da iniciativa, que é mais comum em países da Europa, além dos Estados Unidos. Ele indica que cerca de 60% dos participantes são do sexo masculino, e a maior parte de quem entra possui entre 25 e 35 anos. "No entanto, em uma das etapas no estado de São Paulo, tivemos uma senhora de mais de 70 anos participando", revela o organizador. 

Apesar de alguns participantes estarem ali para uma disputa mais séria, preocupados em fazer um bom tempo, outros estão apenas interessados em terminar a prova e cumprir o desafio de superar todos os obstáculos. Os que não conseguem passar por todas as barreiras, precisam pagar uma penalidade, como flexão de braço ou outro tipo de exercício. Só confirmam a presença no pódio quem passar por todos os obstáculos. "Apesar de ser uma prova individual, muitos ajudam os concorrentes a passarem por algumas barreiras, mostrando o espírito de companheirismo da prova", destaca Fragata.

Quem irá participar pela primeira vez é o empresário Cássio Diniz, de 34 anos. A vontade de fazer algo diferente o inspirou a fazer a inscrição. "É bem distinto do que faço normalmente, que é correr e malhar. Claro que o preparo que adquiri ao longo deste tempo que me exercito vai me ajudar, mas prevejo muitas dificuldades, até porque não temos muitas informações. Sei de alguns obstáculos, mas fica difícil simular o que enfrentaremos", relata Diniz.

Uma de suas referências será a Volta da Ilha, que ele participou em Florianópolis. Por lá, ele encarou corrida em duna, em areia fofa, além de subidas íngremes. "Não tenho preocupação com o tempo e sim em terminar. Na hora, vejo como vai ser. Será importante usar uma roupa adequada para minimizar as dificuldades", destaca.

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