SH cresce no mercado de MG com obras de infraestrutura

Com faturamento superior a R$ 245 milhões em 2013, cerca de R$ 12,5 milhões são de Minas

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Em 27 mil m², a unidade da SH em MG administra cerca de 6.000 toneladas de equipamentos
SH/divulgação
Em 27 mil m², a unidade da SH em MG administra cerca de 6.000 toneladas de equipamentos

No aeroporto de Confins, a SH Formas, Andaimes e Escoramentos está em todo o projeto de ampliação; em Belo Horizonte, a empresa participou da construção do BRT, da Linha Verde, na obra de tratamento de esgoto do rio Arrudas e do Onça e várias outras de infraestrutura, além dos contratos com a Direcional, a MRV e a Patrimar. “Minas é um dos principais mercados para a SH. É fundamental”, diz o gerente da empresa no Estado, Wellington Morgan, diante da participação de 7% do Estado no faturamento da empresa, com sede no Rio de Janeiro.  

Com faturamento superior a R$ 245 milhões em 2013 no país, sendo cerca de R$ 12,5 milhões em Minas Gerais, Morgan diz que o mercado para a SH cresceu 20% em comparação com 2012. “Houve uma grande mudança no cenário de locação dos equipamentos, tivemos um ganho maior na obra de infraestrutura e um declínio nas obras residenciais”, conta. Com isso, a empresa está investindo cerca de R$ 30 milhões neste ano para atender o nicho de mercado voltado para obras de infraestrutura”, afirma o engenheiro.

Em Vespasiano (MG), a SH tem um depósito de 27 mil m². “Lá nós administramos cerca de 6.000 toneladas de equipamentos”, conta Morgan. Dentre eles, estão as formas de alumínio usadas em construções. “Elas dão uma velocidade de construção absurda, de um ciclo de um apartamento pronto a cada sete dias”, calcula. Sem essa forma, feita na fábrica de Campo Grande (RJ), a construção demoraria até 60 dias. “Esse é um processo de semi-industrialização da construção civil, você não fica no artesanato, é para poder ter velocidade na execução, ganhar na produtividade do processo”, informa Morgan.

A forma tem uma vida útil de mil utilizações. “Mas tem casos que essa reutilização extrapolou isso. Dentro da Direcional já está chegando a 1.300, 1.400 reutilizações. Tudo depende da maneira como foi manuseado”, informa. O peso da forma é de 17,75 kg por m². “Tem que ser isso, porque senão inviabiliza a obra”, explica.

Nos anos anteriores, Morgan conta que o faturamento em BH era voltado para obras residenciais. Em 2013, concentrou-se na área de infraestrutura. “O mercado de infraestrutura foi maior em 2013 do que o de obra residencial. Isso foi nítido no mercado mineiro, houve uma freada busca no orçamento de novos investimentos na área residencial das classes A, B e C”.

Concorrência com produto coreano não assusta As formas coreanas que já têm sido importadas, inclusive pela Direcional Engenharia, um dos principais clientes da SH Formas, Andaimes e Escoramentos Ltda, não assustam e nem representam ameaça aos negócios da empresa brasileira. A gerente de marketing da SH, Samanta Costelha, diz que não é só uma questão de fornecer o equipamento. De acordo com Costelha, o produto externo não tem uma assistência técnica e nem manutenção. “A SH se diferencia no mercado justamente por isso, é uma solução em engenharia, acompanhamos os projetos. As coreanas não têm isso, não dão apoio”, explica Costelha. O gerente da SH em Minas Gerais, Wellington Morgan, explica que o produto de fora não faz acompanhamento de serviço. “A SH não é uma locadora, é uma empresa realmente de consultoria na área de engenharia, vamos aonde a obra está, atendendo todo o Brasil”, afirma Morgan.

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