Particularidades brasileiras

iG Minas Gerais |

Há coisas que só acontecem mesmo no Brasil. Será que existe, em outro país, uma classe de “marqueteiros”, essa gente esperta que faz presidentes da República? Se existe tal classe, serão seus integrantes mais desprendidos que os daqui, que só sabem fazer, mas nunca pensaram em ser? E anunciadores de catástrofes, desses que proclamam até o fim do mundo, haverá em outro país? E gente que nunca trabalhou e que lidera com nove dedos a classe trabalhadora? Haverá outro país, além do nosso, em que trabalhador é somente quem trabalha com as mãos sujas de óleo, ou mesmo sujo, vivendo de bolsas? Trabalhador pode ser médico, fazendeiro ou empresário? Rico honesto pode ser trabalhador? Outra dúvida: em país socialista, existe gente rica? E trabalhador? Tenho essas dúvidas porque no socialismo todos são iguais... Como assim? O regime de caixa único é tese própria do Estado socialista, onde os recursos devem ser divididos igualmente entre todos os cidadãos? Como entender um partido político que se denomina Partido dos Trabalhadores, mas cujo presidente foi aposentado por invalidez por falta do “mindinho”? Eu fui aposentado compulsoriamente aos 70 anos de idade, após 47 anos de serviço, e não sou e nunca fui um trabalhador como o ex-Luiz. A falta de entendimento dessas questões me deixa p. da vida. Na Europa, existiu um cara que contradisse tudo o que falam os comunas e os socialistas de plantão. Ele afirmou que “o vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual das riquezas; já a virtude do socialismo é a divisão igualitária da miséria”. Churchill, que não era marqueteiro, era contra nazistas, comunistas, fascistas e outros “istas” da vida. Todo material de propaganda do governo supõe-se que seja fruto de marqueteiros, que não pode ser só gente inteligente, haja vista o slogan que afirma que “país rico é país sem pobreza”. Muito melhor foi Zé Ivo Corta-Jaca, lá de Salinas, que, sem ganhar nada, dizia para quem quisesse ouvir que “só estava vivo porque não tinha morrido”. Eu penso diferente, na contramão de tudo o que está em moda no Brasil varonil. Por exemplo: um desses artistas de novelas se apresentou como candidato a deputado, e a primeira coisa que fez, penso que para se mostrar singular e moderno, foi confessar-se bissexual, homossexual ou hermafrodita, sei lá. Bicha, no popular. Será que ele declararia essa condição se vivêssemos em outros tempos? Acho que temos grande dificuldade em distinguir preconceito de conceito. E entendo que esse tipo de revelação pessoal por parte de quem não foi perguntado não passa de preconceito. Aliás, essa coisa de tudo hoje ser considerado preconceito está enchendo. Não se pode chamar um amigo negro de “negão”. É crime. Mas chamar alguém de “branquelo” não é. São essas particularidades “tipo” brasileiras que nos tornam tão ridículos, não é, presidenta?

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