Papa João Paulo não omitiu casos de abuso sexual, defende Vaticano

Monsenhor Slawomir Oder, afirmou que não há documentação existente que prove uma relação entre o pontífice e o escândalo da ordem Legionários de Cristo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A autoridade que está à frente do pedido de beatificação do papa João Paulo II, monsenhor Slawomir Oder, afirmou nesta terça-feira (22) que não há documentação existente que prove uma relação entre o pontífice e o escândalo envolvendo a ordem religiosa Legionários de Cristo.

O escândalo dos Legionários é o caso mais notório de omissão da hierarquia católica em relação às vítimas de abuso sexual. O papa João Paulo II e seus conselheiros próximos apoiaram a ordem e seu fundador, o padre mexicano Marcial Maciel, mesmo após o Vaticano ter condenando-o em 2006, sob acusações de pedofilia e uso de drogas.

Apesar de não haver documentação sugerindo que o papa João Paulo II sabia que Maciel era pedófilo, o caso ainda era uma questão problemática para dois escritórios do Vaticano: a Congregação para Religiosos e, posteriormente, a Congregação para Doutrina da Fé.

Em 2010, o papa Bento XVI assumiu a ordem dos Legionários e conduziu o caminho para sua reforma. Agora, o papa Francisco considera se deve aprovar ou não as novas constituições da ordem. 

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