Guardiola exalta força do Real: 'Não é fácil encará-los'

Treinador acostumado a enfrentar o time merengue nos tempos de Barcelona rechaça favoritismo ao Bayern

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Guardiola vive um bom momento no comando do Bayern de Munique
REPRODUÇÃO/BAYERN DE MUNIQUE
Guardiola vive um bom momento no comando do Bayern de Munique

O técnico Pep Guardiola concedeu uma concorrida entrevista coletiva nesta terça-feira, aos olhos de cerca de 150 jornalistas e 50 câmeras de TV, na capital espanhola, onde falou sobre o esperado confronto que o Bayern de Munique travará com o Real Madrid, nesta quarta, no Santiago Bernabéu, pela semifinal da Liga dos Campeões.

Embora o Bayern seja o atual campeão continental e viva uma fase incrível, o treinador segue refutando qualquer favoritismo da equipe alemã e rasgou elogios ao time espanhol. Nem mesmo o fato de que Cristiano Ronaldo se recupera de lesão e é dúvida para o jogo de ida do mata-mata continental ilude o comandante.

"O (Real) Madrid sempre é o Madrid. Com esse treinador (Carlo Ancelotti), com outro, com outros jogadores. Sempre tem algo especial. É um dos rivais individualmente mais difíceis que teremos nas semifinais. Não há um time como um elenco como o do Real Madrid", ressaltou o treinador, que exibiu temor com o poder do quarteto ofensivo titular atual da equipe espanhola.

"Não sei como fazem, mas sempre contratam jogadores que correm muito. Têm quatro: Di María, Bale, Cristiano (Ronaldo) e Benzema. Não é fácil encará-los", reconheceu Guardiola, ainda elogiando Isco, que pode entrar na equipe se o astro português não puder atuar.

"Se ele (Cristiano) não joga, jogará outro com outros tipos de qualidades. Cristiano é muito mais goleador que Isco, mas Isco te dá mais continuidade ao jogo. Mudam as posições, mas a equipe continua tendo muita capacidade", analisou.

O fato de estar invicto como treinador no Santiago Bernabéu, um outro feito da sua assombrosa carreira, também foi minimizado por Guardiola, que fez história no comando do Barcelona. "Era outro time, outro clube, outra situação. Nada tem a ver. Teremos de fazer um jogo muito bom para ganhar, sobretudo na Liga dos Campeões e nesta situação, nas semifinais", sentenciou.

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