Início fraco, com confusão e muito abaixo do esperado

iG Minas Gerais |

O Campeonato Brasileiro começou com confusão nas Séries A e B. A Portuguesa jogou apenas 17 minutos contra o Joinville e saiu de campo, quando chegou um oficial de justiça com mais uma liminar concedida a seu favor. A CBF emitiu nota dizendo que essa liminar não tinha valor jurídico porque a juíza que a concedeu não tem competência para tal, e que a Lusa perderá por WO. E estava certa. Na Série A rola uma ação do Icasa-CE, que quer a vaga do Figueirense. A qualquer momento poderá haver uma paralisação da disputa! Padrão CBF A Fifa deve estar se roendo de arrependimento de realizar a Copa no Brasil, já que todas as suas normas “rígidas” estão sendo esculhambadas para todo o mundo ver, faltando poucas semanas para o início da competição: ações judiciais atrapalhando o campeonato nacional, obras atrasadas, estádio da abertura emperrado e por aí vai. Jogos fracos As primeiras rodadas do Brasileiro têm poucos jogos empolgantes. A maioria dos times parece entrar com o freio de mão puxado, apesar de todos estarem saindo de disputas estaduais, mas cujo nível de competitividade é fraco na maior parte de todas essas disputas país afora. O primeiro tempo de Atlético x Corinthians foi muito ruim, de dar calos nas vistas. No segundo, os dois correram um pouco mais, porém, sem melhorar a qualidade da partida, com direito a boas chances perdidas por Tardelli e Fernandinho, e uma inacreditável de Guerrero, do Corinthians, aos 44, quando Victor fez a grande defesa do jogo. Estreia e acerto

O estreante Emerson Conceição foi discreto, procurou simplificar para não se comprometer. Tem potencial. Fez bem Paulo Autuori em escalar o que tinha de melhor. O time está precisando se entrosar. Ronaldinho tem que melhorar a condição física, ganhar ritmo de jogo, voltar a jogar com intensidade. Fernandinho continua longe das atuações de 2013. O Corinthians também não mostrou nada de animador. O “alternativo” Tem razão Marcelo Oliveira de chamar seus times incompletos de “alternativos” e não de “reservas”. Como chamar este grupo que venceu o Bahia em Salvador de “reserva”? Altamente competitivo, tomou as maiores iniciativas, fez 1 a 0, acomodou-se, tomou o empate e reagiu quando precisou, para vencer por 2 a 1. Começa somando pontos preciosos na corrida na busca do bicampeonato seguido. Com sobras O Cruzeiro jogou no domingo pensando no jogo da volta contra o Cerro, mas, diferentemente dos seus colegas concorrentes ao título nacional, Marcelo Oliveira pode se dar ao luxo de não escalar o que tem de melhor na Toca da Raposa. Além de ter mantido o elenco do ano passado, conseguiu se reforçar. Também teve como primeiro adversário um Bahia cujo time titular é muito inferior ao que o Cruzeiro pôs em campo.

Começou bem Muito bom também o resultado do América na estréia na Série B, contra o Vasco, em São Januário. Melhor que o empate foi a atuação do time, que encarou o dono da casa como time grande, mostrando que quer realmente brigar por uma das quatro vagas da A de 2015. Tomara que tenha perdido o trauma de jogar no Independência, que no ano passado o impediu de alcançar o objetivo de subir.

Grande perda Lamentável a morte prematura de Luciano do Valle, um dos grandes empreendedores da história da mídia esportiva do Brasil, além de excelente jornalista. Tive a honra de participar do projeto “Bandeirantes, o canal do esporte”, quando, por iniciativa dele, a Rede Bandeirantes transmitia quase todas as modalidades esportivas, de sinuca a futebol, passando pela grande revolução do voleibol brasileiro, uma feliz aposta dele.

Desmoralização Dia desses escrevi sobre a eleição da CBF e me esqueci de comentar que Fernando Sarney, filho de José Sarney, foi reeleito como um dos vice-presidentes. O que esse sujeito tem a ver com o futebol? Nada, mas foi colocado nessa bocada por Ricardo Teixeira, quando esse mandava e desmandava. São parceiros comerciais. O Estado do Mato Grosso do Sul tem ódio desse Sarney, que foi o responsável pela vitória de Cuiabá na disputa com Campo Grande para sede da Copa. Até o pai de Fernando entrou na parada a favor de Cuiabá. Imaginem o que e quanto deve ter rolado nessa parada. Aliás, até hoje o Estadão de São Paulo tem engavetada uma reportagem sobre os negócios desse Fernando. O pai ficou sabendo do teor das denúncias e conseguiu barrar na Justiça a publicação. Já tem uns cinco anos isso. Talvez quando o velho morrer a Justiça autorize.

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