Vacinação começa hoje e inclui crianças até 5 anos

Público infantil é o que mais transmite o vírus, responsável pela morte de 2.000 pessoas a cada ano

iG Minas Gerais | Luciene Câmara |


Expectativa do Ministério da Saúde de imunizar cerca de 50 milhões
LEO FONTES / O TEMPO - 10/04/10
Expectativa do Ministério da Saúde de imunizar cerca de 50 milhões

A partir de hoje até 9 de maio, o Ministério da Saúde realiza, em todo o Brasil, a campanha nacional de vacinação contra a gripe. Agora, um novo grupo terá a chance de se imunizar de graça: as crianças de seis meses a cinco anos de idade. No ano passado, o público infantil foi de seis meses até dois anos de idade.

A campanha também vale para Minas Gerais e, só na capital, 147 centros de saúde começam a vacinação hoje. Em todo o país, a expectativa do governo federal é imunizar 49,6 milhões de pessoas, que fazem parte do grupo considerado de risco.

Segundo pesquisas internacionais, as crianças de até 5 anos são as que mais transmitem o vírus da gripe, por isso a necessidade de imunizá-las. Além delas, integram o grupo de risco pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

As pessoas portadoras de doenças crônicas não-transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais também devem se vacinar.

Período. A campanha é realizada próximo ao inverno para que a população crie anticorpos antes da estação mais propícia para a gripe. “A criação de anticorpos ocorre entre duas e três semanas após a aplicação da dose. Por isso, é importante que as pessoas procurarem a vacinação no período da campanha”, afirmou o secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

Serão distribuídas, ao todo, 53,5 milhões de doses da vacina, que protege contra três subtipos do vírus da gripe (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B).

Dados. Por ano, cerca de meio milhão de pessoas no mundo morrem de gripe, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Só no Brasil, o Ministério da Saúde contabiliza cerca de 2.000 óbitos anuais – fora os casos que não são reportados.

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