Escritores debatem papel do mundo virtual

Ficcionistas apontam independência e democratização como vantagens

iG Minas Gerais |

Bienal do Livro e Leitura foi realizada em Brasília
Felipe costa/estadão conteúdo
Bienal do Livro e Leitura foi realizada em Brasília

Brasília. Os limites e o papel da internet entre as novas gerações de escritores. Este foi o principal assunto debatido no painel “A nova geração de ficcionistas” da IIª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que terminou ontem em Brasília.

Colunista da “Folha de S.Paulo e do “International New York Times”, a jornalista e escritora Vanessa Barbara – vencedora do Prêmio Jabuti na categoria reportagem com o título “O Livro Amarelo do Terminal” – se diz uma entusiasta do mundo virtual. “Eu adoro a internet. Sou muito otimista. É um espaço ilimitado para explorar, brincar”, destacou.

Autor do livro “Paralelos”, Leonardo Alkmim, concordou com a independência e democratização do espaço. “É uma plataforma importante até como você pensa a literatura hoje em dia”, observou ele. “Antigamente, se você queria ser publicado tinha que chegar numa grande editora. Agora não. Você publica o texto nesse espaço digital e se vender muito ou pouco ele estará lá”, constatou, revelando que enveredou por vários outros caminhos antes de se tornar definitivamente escritor. “O grande poder do autor é embarcar no sonho. Essa independência me fascinou e me trouxe de volta para a literatura, onde a liberdade é plena”, comentou.

Paula Fábrio, autora do livro “Desnorteio”, vencedor do Prêmio SP de Literatura na categoria iniciante, contou que escrevia escondida da família porque todos não achavam normal que ela tivesse esse hábito. “Esse mundo virtual levou muita gente a ter também o hábito da leitura”, disse a escritora.

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