Jogadas precisam ser calculadas para evitar bomerang

iG Minas Gerais |

No jogo de escândalos políticos, cada cartada significa um risco e deve ser muito bem calculada pelos dois lados. A cientista política Helcimara Telles explica que todo ataque está sujeito a sofrer o chamado “efeito bomerang”. Em 2006, por exemplo, o então presidente Lula conseguiu se blindar diante do mensalão. Pressionado, o petista optou por negar que soubesse do fato e adotou a postura de “marido traído”.

“A oposição não conseguiu o resultado imaginado. Essa vitimização do Lula foi uma ótima estratégia. Ele se reelegeu e ainda saiu fortalecido. Lula apelou para o vínculo emocional com o eleitor e acertou na estratégia”, avalia a professora da UFMG.

Quatro anos mais tarde, em 2010, às vésperas da eleição presidencial, a oposição investiu nas acusações contra Erenice Guerra, braço direito de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil. Erenice chegou a assumir o posto de ministra chefe da pasta quando Dilma saiu do governo para se candidatar. Um filho de Erenice e dois irmãos dela foram apontados como lobistas que intermediaram contratos milionários mediante uma “taxa de sucesso” com diversos órgãos da União.

Um mês depois, em outubro de 2010, o PSDB enfrentou situação parecida. O seu candidato ao Planalto, José Serra, foi alvo de denúncias envolvendo Paulo Vieira, o Paulo Preto. O ex-diretor da estatal Dersa na gestão tucana em São Paulo foi acusado pela sigla de sumir com R$ 4 milhões arrecadados de forma ilegal para a campanha do PSDB. (TT)

CPI

Senado. A oposição conseguiu assinaturas necessárias para a CPI da Petrobras no Senado, mas a base incluiu na pauta o suposto cartel relacionado aos tucanos em São Paulo.

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