Renúncia ainda pode acontecer

iG Minas Gerais |

Durante o fim de semana, Vargas comunicou a dirigentes petistas que estaria novamente disposto a renunciar também ao mandato de deputado. Ele havia anunciado que renunciaria na semana passada, mas voltou atrás depois de uma conversa com advogados, e decidiu permanecer no cargo.

O petista é alvo de um processo no Conselho de Ética da Câmara e, mesmo que renuncie, pode ser cassado e ter os direitos políticos suspensos.

Em conversas com dirigentes petistas durante o feriado prolongado, o deputado afirmou que vai renunciar ao mandato até amanhã, mas a direção do partido só dará o caso por encerrado quando a decisão for oficializada.

Se renunciar, Vargas passa a ser um filiado comum do PT e deixa de ser objeto da Conselho de Ética. Na semana passada uma comissão de três dirigentes ouviu suas alegações e fez um relatório recomendando que o caso do deputado seja apreciado pela Comissão de Ética, que pode indicar sua expulsão do partido.

A cúpula petista também o pressiona abertamente a renunciar ao mandato de deputado, com o objetivo de evitar desgaste político para Dilma Rousseff.

O petista e o doleiro Alberto Youssef teriam atuado em parceria para viabilizar a assinatura de contrato da empresa Labogen, pertencente ao próprio doleiro, com o Ministério da Saúde, para fornecimento de medicamentos. Como tem estrutura pequena para conseguir firmar o contrato, a empresa precisaria se associar à EMS, empresa especializada na produção de medicamentos genéricos. A ligação entre Vargas e Youssef foi descoberta na operação Lava Jato. O caso.

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