Casa Branca não dá prazo para Rússia cumprir acordo

Russos e ucranianos trocaram acusações depois que o tiroteio no leste da Ucrânia deixou pelo menos três mortos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Washington - A Casa Branca diz que o governo dos Estados Unidos ainda está tentando determinar quem foi o responsável pelo tiroteio de domingo no leste da Ucrânia e não especificou quando a Rússia teria que cumprir os termos do acordo assinado em Genebra para conter as tensões na região. O porta-voz Jay Carney pediu que Moscou respeite aos compromissos da semana passada para estabilizar o conflito e alertou sobre a possibilidade de sanções mais pesadas contra o país, mas não falou sobre qual seria o prazo para que tais sanções pudessem ser adotadas.    Carney disse que militantes pró-Rússia no leste da Ucrânia devem entregar suas armas e abandonar prédios ocupados. Ele ainda afirmou que a Rússia tem influência sobre os separatistas ucranianos.    Russos e ucranianos trocaram acusações depois que o tiroteio no leste da Ucrânia deixou pelo menos três mortos. Enquanto o Ministério do Interior da Ucrânia afirma que o ataque foi orquestrado fora do país e deixou três mortos, o governo russo diz que o número de mortos chegou a cinco, sendo três deles ativistas pró-Rússia.   O vice-presidente americano Joe Biden viajou hoje para Kiev e espera encontrar na terça-feira os líderes que assumiram o país após a derrubada do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych. A Casa Branca afirmou que o objetivo é enviar uma grande mensagem de apoio aos esforços de reforma do novo governo.    Ao mesmo tempo, o Departamento de Estado norte-americano afirmou que fotos disponíveis nas redes sociais e outros sites mostram que a Rússia enviou forças para o leste da Ucrânia. As imagens mostram pessoas vestidas como soldados russos e carregando armas russas.    Nesta segunda-feira, o ex-candidato à presidência pelo Partido Republicano Bob Dole defendeu que os Estados Unidos enviem armas incluindo tanques, para ajudar a Ucrânia a resistir as movimentações dos russos em seu território. Ele afirmou que é preciso enviar uma mensagem forte ao presidente russo Vladimir Putin. 

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