‘Desesperado’ com estado de prisão, Prisco é transferido

Líder da greve da PM, o vereador Marco Prisco foi preso para “garantir a ordem”

iG Minas Gerais |

Preso. Vereador e líder da PM baiana Marco Prisco foi preso na última semana, logo antes de greve
RAUL SPINASSé
Preso. Vereador e líder da PM baiana Marco Prisco foi preso na última semana, logo antes de greve

Brasília. Preso há dois dias em Brasília, o líder da mais recente greve da Polícia Militar da Bahia, Marco Prisco, foi transferido ontem para uma cela individual no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. A transferência ocorreu após sua defesa divulgar uma nota em que afirma que Prisco estaria “desesperado” com as condições do cárcere.

O soldado e vereador em Salvador pelo PSDB, segundo a Aspra, a associação de praças baianos que lidera, estava detido no complexo da Papuda em “prisão comum com outros 16 presos de alta periculosidade que respondem a crimes diversos”.

Logo após a nota ser enviada aos órgãos de imprensa, o vice-presidente da Aspra, Fábio Brito, disse que Prisco já não corria mais risco. Ele havia sido transferido para uma cela individual após força-tarefa da Aspra para comunicar quatro políticos da Bahia sobre as condições da sua prisão: a ex-ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Eliana Calmon (PSB); o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM); o presidente da Câmara Municipal de Salvador, deputado estadual Paulo Câmara (PSDB); e o deputado estadual Capitão Tadeu (PSB), que também é policial.

“Os políticos entraram em contato com Brasília e conseguiram tirar ele daquele risco iminente de morte. Foi uma irresponsabilidade colocar ele, líder da PM, no mesmo espaço que presos comuns”, disse Brito. Ainda segundo o vice-presidente da associação, antes da transferência de cela, Prisco teria comunicado dos perigos do cárcere a um dos seus advogados, após encontro entre eles na Papuda. Havia o temor de Prisco ser reconhecido pelos presos já na próxima terça-feira, dia de visita.

Defesa. Advogados da associação entraram com pedido de habeas corpus para Prisco na Justiça Federal. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região remeteu o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), e a ministra Cármen Lúcia deverá analisar o pedido.

Alimentação

Denúncia. Segundo associação, Prisco não estaria se alimentando na prisão porque “possui problema crônico de estômago e coração” e segue prescrição médica na alimentação.

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