Marco vira guerra eleitoral

iG Minas Gerais |

Pelo menos no discurso, a presidente Dilma Rousseff e o pré-candidato tucano à Presidência, senador Aécio Neves (PSDB-MG), estão do mesmo lado quando o assunto é a demora na aprovação do novo código mineral. Nos bastidores do Planalto, é aventada a possibilidade de uma Medida Provisória (MP) para instaurar as mudanças que o Congresso engavetou. Do outro lado, Aécio Neves encaminhou uma mensagem de apoio aos prefeitos das cidades mineradoras de Minas Gerais, que alegam prejuízos de mais de R$ 4 bilhões com o atraso na votação da nova lei da mineração.

Na carta, o senador culpa o governo pelo atraso na aprovação: “É lamentável que, após inúmeras e sucessivas promessas, algumas delas registradas aí mesmo, em Ouro Preto, a presidente da República não tenha mobilizado a sua base de apoio no Congresso Nacional para aprovar as justas e necessárias alterações do Marco Regulatório da Mineração”.

Hoje, durante a cerimônia da Medalha da Inconfidência, os prefeitos mineiros vão entregar uma carta de reivindicações ao senador. No início do mês, integrantes da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig) já haviam realizado um ato público para reclamar na demora da aprovação do código. “Perdemos cerca de R$ 200 milhões a cada mês de atraso”, contabiliza Celso Cotta, presidente da Amig e prefeito de Mariana. (PG)

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