“Ninguém acha que vai ser o azarado”

Christian Guimarães - agente da PF

iG Minas Gerais |

As pessoas imaginam que estão sendo investigadas? A efetividade dos inquéritos concluídos e denunciados pelo Ministério Público está abaixo dos 10%. Ninguém acha que vai ser o azarado. Sempre acham que vão se dar bem, por isso continuam no crime. Mas muitos imaginam que estão sendo monitorados, tentam falar em códigos, cortam o assunto. Mas sempre cometem uma falha.

Como acompanhar um volume gigantesco de conversas? A preocupação é ser o mais próximo do tempo real. Posso interceptar você dizendo que vai matar. Mas está provado? Preciso de elementos que provem o que falou. Em geral, escutamos de forma cronológica. Mas se ouço uma gravação de ontem, marcando encontro para hoje, vou para o dia e vejo se há registro. Mobilizamos a equipe para fazer fotos e vídeos e obter outras provas.

Até quando o áudio é armazenado? Até a Justiça mandar destruir. Ao fim do processo ou quando entende que uma pessoa não está relacionada ao crime. (TT)

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