Software é guardado em sigilo

iG Minas Gerais |

O agente da Polícia Federal (PF) em Minas Christian Guimarães afirma que atualmente quase todas as operações utilizam o Guardião. O software da corporação no Estado fica instalado em um centro de processamento de dados que está fora da sede da PF, em um outro prédio, de forma secreta, no bairro Cidade Jardim, região Centro-Sul da capital.

Mas a escuta dos áudios captados pelo sistema pode ser feita de qualquer lugar e até mesmo do celular dos policiais. “Dependendo da necessidade, podemos acompanhar as ligações de um suspeito de madrugada, na corporação ou de casa.”

Por operação, cerca de dez policiais se revezam em turnos de oito horas para tentar acompanhar em tempo real cada passo dos investigados. “Se estou investigando 20 pessoas, preciso saber o que cada uma delas faz, sem ter que acompanhá-las pessoalmente”, diz o agente.

Um grupo fica responsável por ouvir as conversas, outro, em analisá-las. O Guardião permite que os agentes façam marcações e anotações em cima dos arquivos das falas.

Num segundo momento, outros colegas fazem uma varredura do material selecionado tentando estabelecer um link entre os envolvidos para montar o quebra-cabeça. Durante o processo, o Guardião faz o cruzamento dos dados telefônicos e bancários, apontando a relação entre os suspeitos. (TT)

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