Uma mente brilhante balança a música pop Em “GIRL”, músico e produtor mostra porque é a bola da vez da música pop mundial Pharrell Williams

iG Minas Gerais | Lucas Buzatti |

Dos estúdio aos palcos. Pharrell comprova todo o seu potencial artístico no primeiro trabalho solo
Zach Cordner
Dos estúdio aos palcos. Pharrell comprova todo o seu potencial artístico no primeiro trabalho solo

Pharrell Williams está no topo do mundo. Após dominar as paradas musicais com “Get Lucky” – pérola pop fruto da parceria com a dupla Daft Punk e o guitarrista Nile Rodgers –, o artista norte-americano desponta novamente, agora com “Happy”, principal single de “GIRL” (2014). Atestando seu potencial como hitmaker, a música permanece inabalável há mais de oito semanas no 1º lugar da lista “Hot 100”, da Billboard.

Parece que tudo em que Pharrell encosta vira sucesso, um “fenômeno” que começou em 2003, com “Beautiful”, parceria com Snoop Dogg. Quem não se lembra do falsete cantado por Williams e dos beats dançantes da música? Colaborações e influências mútuas, afinal, fazem parte da genética de Pharrell desde os tempos de The Neptunes.

A grande novidade de “GIRL” é, exatamente, o protagonismo do artista. Aos 41 anos, Pharrell Williams dá um tempo das mesas de som para mostrar seu amadurecimento autoral. A impressão que fica é que ele se cansou de ganhar Grammys como produtor e parceiro e decidiu garantir o sucesso com suas composições próprias. Se, de fato, a intenção for essa, Pharrell Williams está no caminho certo, Afinal. “GIRL” tem tudo para ser o melhor disco de 2014.

O álbum abre com “Marilyn Monroe”, que começa com um hook disco e dá sequência a uma batida recheada de groove e elementos eletrônicos, acompanhada por vocais em falsete. Uma amostra da tônica do disco: a mistura saborosa entre Michael Jackson, Stevie Wonder e Daft Punk, com o tempero contemporâneo de Pharrell.

“Brand New” coroa esse conceito. As linhas de baixo, riffs funkeados e o vocal em falsete de Justin Timberlake poderiam facilmente pertencer a algum hit dos Jackson’s Five. “Hunter”, por sua vez, talvez tivesse sido composta por Stevie Wonder, se ele tivesse a idade de Pharrell atualmente.

A temática das canções é outra revolução interna. Pharrell abandona a ostentação e o sexismo para prestar uma homenagem às mulheres – ora mais lúdica, ora mais sensual, como em “Gush”, um house denso e cadenciado. A alegria é outro assunto recorrente. “Happy” irrompe uma vontade de cantarolar e sair dançando pela rua. Não é à toa que o clipe, o primeiro do mundo com 24 horas, é uma compilação de imagens de pessoas do mundo todo curtindo a música.

Também animada, “Come Get It Bae” tem produção mais experimental, cheia de palmas e gritos. Já a excelente “Gust of Wind” é Daft Punk puro, com vocoder e tudo mais. Um R&B étnico e arrastado, “Lost Queen” divide com “It Girl” o posto de música mais cansativa do disco. Sorte que, entre elas, aparece “Know You Are”, um reggae com batidas eletrônicas e vocais suaves de Alicia Keys. Até esse respiro parece que parte de um plano de sucesso programado por Pharrell. Ou seria sorte? Seja como for, que continue assim.

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