Integrantes do trio Moinho mantêm projetos pessoais

iG Minas Gerais | Lucas Buzatti |


Percussionista Lan Lan lançou disco solo e trabalha em musical
Ilya Yamasaki
Percussionista Lan Lan lançou disco solo e trabalha em musical

Além do trabalho no Moinho, os músicos do trio equilibram projetos pessoais em suas rotinas artísticas. “Bater escanteio, cabecear e correr para o meio de campo. Vida de artista é assim”, brinca Lan Lan. Inquieta e pioneira, a percussionista foi uma das principais responsáveis por difundir a percussão feminina no Brasil, após ser revelada por seu papel de destaque na gravação dos quatro discos de Cássia Eller e nos shows da cantora.

“Muitas meninas me contam que começaram a tocar depois de me ver na televisão. Fico muito feliz. No começo, o povo não sabia se Lan Lan era instrumento, ritmo ou pessoa. E é tudo junto, sou uma mulher da música”, afirma a artista, que já trabalhou com Cyndi Lauper, David Byrne, Marisa Monte, Adriana Calcanhotto e Nando Reis. Outro legado de Lan Lan foi a propagação do cajón, instrumento especialidade da artista que ela ensina como tocar em oficinas. “Hoje, além do banquinho e do violão, tem sempre um cajón. As pessoas me viam tocar nos shows da Cássia e se interessaram. É gratificante saber que essa difusão tem a ver comigo”.

Antes do Moinho, Lan Lan já havia participado das bandas Rabo de Saia, Samba Massa e Lan Lan e Os Elaines, projeto que rendeu o disco “Com Ela”, de 2003. No ano passado, a artista baiana enveredou-se em outra seara: seu primeiro disco solo, “Mi”, que mistura percussão e música eletrônica. “O ‘Mi’ é fruto de um projeto que fiz com a DJ Carol Monte, na Europa. É meu lado eletrônico, sou eu usando a tecnologia a meu favor. Misturo percussão orgânica com elementos eletrônicos, toco e canto em todas as músicas, e também produzi o disco”.

Outro projeto que atualmente consome a agenda de Lan Lan é a direção musical do espetáculo “Cássia Eller – O Musical”, que conta a história da cantora carioca e tem estreia prevista para maio. Para a percussionista, o trabalho foi uma oportunidade de rever a obra de Cássia sob uma nova perspectiva. “A gente era uma família, era tudo muito intenso. Agora, estou vendo de fora, como ouvinte, mas de corpo e alma no projeto. E é muito emocionante. Revisitar a obra da Cássia só me mostra o quanto ela foi importante para a música brasileira. Uma artista inovadora, única, que o Brasil infelizmente perdeu”.

Toni Costa também tem se dedicado a projetos pessoais. O instrumentista carioca começou seus estudos musicais aos 18 anos, na Universidade Federal da Bahia, e mudou-se para Boston em 1977, onde estudou harmonia e improvisação na Berkeley College. Quando voltou ao Brasil, começou a acompanhar músicos brasileiros de renome em turnês. “Os que eu passei mais tempo foram o Moraes Moreira, quatro anos, e o Caetano, com quem toquei por quase dez anos”, conta.

No início de 2014, Toni lançou seu quarto álbum solo. Batizado a partir de um quadro do artista plástico João José da Costa, “Textura Colorida” é um registro instrumental intimista. Todas as dez faixas são composições do instrumentista, com exceção de “Linha Vermelha”, de Miguel Gandelman. “É um quinteto jazzístico, instrumental. Mas um trabalho bem pop, com influências de samba, baião, choro e bossa”, explica.

A vocalista Emanuelle Araújo também não fica atrás. Conciliando a música com a carreira de atriz, a artista participou dos filmes “Aos Ventos que Virão” (2013) e “SOS Mulheres ao Mar” (2014), lançado recentemente. Ela adianta que novidades estão por vir. “Vou voltar para a TV em junho, fiquem atentos”, brinca.

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