Corpo de jornalista Gabi Santos será enterrado neste domingo

Ele perdeu a batalha contra um câncer e vai deixar saudades do meio jornalístico, onde atuou por mais de 45 anos; experiência na cobertura policial cativava os colegas de profissão

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Gabi Santos e sua vasta experiência na cobertura policial foram lembrados pelos colegas de profissão
Flávio Tavares/ Hoje em Dia
Gabi Santos e sua vasta experiência na cobertura policial foram lembrados pelos colegas de profissão

O jornalista José Gabriel dos Santos, mais conhecido como Gabi Santos, repórter policial do jornal Hoje em Dia morreu aos 71 anos nesse sábado (19). Internado há cerca de dois meses, ele lutava contra um câncer. No Facebook, muitos colegas de trabalho já se pronunciaram a respeito da morte de Gabi, que vai deixar saudades no meio jornalístico. Os jornalistas de O TEMPO, que conheceram Gabi por meio da profissão também lamentam a perda.

No Hoje em Dia desde 2000, o jornalista também passou pelo Diário de Minas, Diário da Tarde, rádios Guarani e Itatiaia. O trabalho realizado pelo repórter rendeu seis prêmios, sendo o último deles, o prêmio Délio Rocha, pela série “A última fronteira”, veiculada em 2009 no Hoje em Dia.

Gabi trabalhava como jornalista há mais de 45 anos e era casado há 43, deixando, além da esposa, quatro filhas e uma neta. Ele será enterrado neste domingo (20), às 15h, no Bosque da Esperança, onde os amigos e colegas poderão dar o último adeus.

O jornalista foi muito lembrado entre os colegas de profissão pela paixão e dedicação que tinha com o trabalho e pelo caráter:

"O Gabi era o jornalista que todos os amigos tinham um imenso carinho e admiração.  Quando encontrei com ele a primeira vez, ha três anos, durante uma pauta, ele me falou horas sobre o jornalismo com um entusiasmo e uma paixão impressionantes. A experiência que tinha era sempre repassada aos colegas.  Um repórter simples, apaixonado pela profissão e com um caráter impressionante. Sempre empolgado com as pautas e um ótimo amigo. Gabi vai deixar muita saudade", lamentou Natália Oliveira, repórter de O TEMPO.

“O Gabi sempre ensinava muito pra gente, era uma fonte de aprendizado diária. Mas o que mais me impressionava nele era a paciência, com a gente, pra ensinar, com as fontes. No final do ano, ele pegava a agenda dele e ligava para todas as fontes, só para desejar feliz natal e feliz ano novo. Era muito conhecido e respeitado, e trazia histórias muito legais de uma época que não tinha internet o celular e as coberturas policiais eram mais difíceis. Será sempre lembrado pela educação e a dedicação com o trabalho. Infelizmente, a gente perde um colega que agregava muito no jornal, não só como profissional, mas como pessoa”, disse a colega de redação Alessandra Mendes, repórter do Hoje em Dia.

"Gabi Santos foi e será sempre exemplo no jornalismo, por seu profissionalismo, dedicação e caráter. Sua marca, além da grande experiência, fica por conta da competência e simplicidade. Grande colega e amigo que jamais se esquivou de ajudar os iniciantes e também experientes repórteres de rua. Fica a saudade e o orgulho de ter convivido com um ser humano tão especial", lembrou Fernando Zuba, produtor na TV Globo Minas.

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