Idioma já não é um obstáculo nos postos

iG Minas Gerais |

Motivo de preocupação e críticas na chegada dos primeiros cubanos, a diferença de idioma não tem sido mais um problema durante os atendimentos, segundo médicos e pacientes. Na unidade de saúde Vilas Reunidas, em Sabará, o médico cubano Jorge Alberto Santana, 32, disse que as dificuldades com o português aconteceram somente no começo. “No primeiro mês foi mais difícil, mas agora está tranquilo. Faço questão de sempre perguntar se estão me entendendo”, conta. “Tirando isso, não tive problemas. O clima e a alimentação dos dois países são quase iguais”.

Sentimento parecido foi compartilhado pelos compatriotas Beatriz Grave Peralta Falcon, 34, e Daniel Hernandez, 32, que trabalham no bairro Cidade de Deus, em Sete Lagoas, na região Central de Minas. “São línguas muito similares, e a comunicação tem fluído bem. Morei quatro anos na Venezuela e vejo que aqui os pacientes interagem mais. Eles são muito acolhedores”, diz Beatriz.

Para Hernandez, a similaridade entre os sistemas de saúde também facilita o dia a dia de trabalho. “A estrutura e o serviço de enfermaria daqui são bons, o que faltava era médico”, completou. (LM)

Domínio

Distribuição. Sabará recebeu 16 médicos pelo programa – 13 cubanos, dois portugueses e um brasileiro. Neves recebeu 28 cubanos e uma brasileira, e Sete Lagoas, 13 cubanos.

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