Em breve por aqui, Soul evolui

Segunda geração do crossover da Kia desembarca no Brasil em junho, com visual e arquitetura renovados

iG Minas Gerais | Raphael Panaro e Carlo Valente |

A característica grade “focinho de tigre” – marca registrada da marca sul-coreana – está lá, porém, mais fina e espichada
Kia/Divulgação
A característica grade “focinho de tigre” – marca registrada da marca sul-coreana – está lá, porém, mais fina e espichada

Os próximos meses vão ser agitados para a Kia Motors do Brasil. A marca coreana – representada no país pelo Grupo Gandini – finalmente aderiu ao novo regime automotivo brasileiro, o Inovar-Auto. Para isso, a Kia se comprometeu a reduzir expressivamente os níveis de emissões dos veículos que vende por aqui. Em contrapartida, passa a ter direito de importar a cota máxima de 4.800 unidades por ano sem a sobretaxação de 30% extras no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O resultado é que a entrada no programa vai possibilitar à Kia trazer dois modelos novos para o mercado. O primeiro é o luxuoso Quoris, que chega em maio para ser o modelo topo da marca. Um mês depois é a vez da nova geração do Soul. O crossover – que é o segundo carro mais vendido da Kia no mundo – desembarca por aqui com visual repaginado e recheado de tecnologias, mas deve manter o mesmo conjunto mecânico do atual modelo. Visualmente, o crossover foi altamente influenciado pelo conceito Track’ster – mostrado em 2012. Entretanto, manteve sua proposta estética, com linhas “quadradas”, mas agora ostenta uma frente mais chapada.

Nova também é a arquitetura. O Kia Soul de segunda geração usa a plataforma do recente Cee’d – hatch médio vendido na Europa. Além de deixar a carroceria quase 29% mais rígida, segundo a fabricante, a estrutura permitiu ao modelo crescer em algumas dimensões em relação ao antecessor. Caso da distância entre os eixos, que subiu 20 mm e agora são 2,57 m. A largura passou de 1,78 m para 1,80 m, e o comprimento ganhou outros 20 mm – subiu para 4,14 m. A altura de 1,61 m continua a mesma.

A Kia também investiu em tecnologia com o novo Soul. Uma das novidades é o sistema chamado FlexSteer. Ele possibilita o motorista escolher entre três ajustes – Comfort, Normal e Sport – o modo de direção mais conveniente. Na parte mecânica, o Soul que chega às concessionárias brasileiras no fim de maio deve manter o motor 1.6 flex de 122/128 cv de potência e 16,0/16,5 kgfm de torque com gasolina e etanol, respectivamente, que equipa o modelo atual. Tanto lá quanto aqui, a transmissão pode ser manual ou automática, ambas de seis marchas. A Kia também afirma que as suspensões do carro foram revisadas para uma melhor dirigibilidade.

Como anda

Em estradas italiana, o novo Soul mostrou um comportamento dinâmico impecável. Entre subidas, descidas e curvas fechadas, o crossover enfrentou o desafio sem medo. Apesar de ser um carro mais “altinho”, o Soul mostrou grande estabilidade, e a suspensão se revela um dos pontos fortes do modelo. A transmissão manual de seis marchas também merece elogios, com trocas suaves e encaixes precisos.

Dentro, o isolamento acústico é bom, os assentos são confortáveis e o sistema de infoentretenimento é digno de nota. Os materiais utilizados são todos de qualidade, e o espaço disponível na frente e atrás é muito grande. Um dos “senões” do novo Kia Soul é quando equipado com o câmbio automático de seis relações. O funcionamento é “áspero” e o sistema mostra alguma dificuldade em “achar” a marcha correta. Também incomoda a última coluna muito pronunciada, o que dificulta a visibilidade traseira no Soul.

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