Após 9 meses, pacientes do SUS aprovam Mais Médicos

Moradores de cidades que receberam profissionais afirmam que serviço nos postos melhorou

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi |

Cuidado. Jorge Santana colocou a cadeira do paciente ao lado da sua mesa para facilitar o contato
PEDRO GONTIJO / O TEMPO_MG_1802
Cuidado. Jorge Santana colocou a cadeira do paciente ao lado da sua mesa para facilitar o contato

Nove meses após o lançamento oficial do Mais Médicos pelo governo federal, Minas Gerais vai atingir a marca de 1.200 profissionais trabalhando pelo programa, em cerca de 480 municípios. Segundo o Ministério da Saúde, o número, que vai possibilitar o atendimento de 100% da demanda solicitada pelo Estado, será alcançado com a chegada de 352 profissionais para o quarto ciclo do programa – do total de 3.544 intercambistas em todo o país. Eles começarão a ser enviados para os municípios mineiros na próxima semana. A quinta e última fase já está em andamento e deve terminar em junho.

Para conferir de perto o que mudou nos últimos meses, a reportagem de O TEMPO percorreu, na semana passada, unidades de saúde de três cidades da região metropolitana de Belo Horizonte que receberam profissionais nas primeiras etapas do programa. Apesar de alguns transtornos, como filas de espera, o que se viu em todos os postos de saúde da família foram pacientes satisfeitos com a nova realidade.

Proximidade. A mudança no atendimento nas unidades que receberam profissionais cubanos pelo Mais Médicos pode ser ilustrada com um gesto simples. A cadeira do paciente, que costuma ficar em frente à mesa do médico, é colocada ao lado do profissional. “É para ficar mais próximo. Preciso ter contato com a pessoa”, justifica o médico Jorge Alberto Santana, 32. Desde outubro, quando chegou a Sabará, ele adota a prática com seus pacientes. Motivo de estranheza nos primeiros dias, a proximidade tem a preocupação de humanizar mais o serviço.

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