Brasileiro escapa do acidente mais fatal da história do Everest

Cearense Rosier Alexandre perdeu três membros de sua equipe com avalanche

iG Minas Gerais |

Luto. 
Corpo de um dos guias Sherpa que foram mortos é levado para monastério, na capital do Nepal
Niranjan Shrestha
Luto. Corpo de um dos guias Sherpa que foram mortos é levado para monastério, na capital do Nepal

Catmandu, Nepal. O alpinista brasileiro Rosier Alexandre, 45, acordou com um estrondo no início da manhã de ontem no Acampamento Base do monte Everest, a 5.360 m de altitude. Uma hora depois, numa reunião convocada no local, lhe contaram que havia ocorrido uma avalanche, a qual havia matado três guias locais de sua equipe. O acidente, o mais fatal já ocorrido na montanha, deixou ao menos 13 mortos, todos sherpas, que são guias para os alpinistas estrangeiros.

“Daqui do acampamento base ficamos vendo os trabalhos de resgate. Os corpos encontrados eram trazidos de helicóptero. Não pudemos fazer nada, foi traumático”, disse Alexandre, por e-mail. A avalanche aconteceu na região da geleira de Khumbu, um dos locais mais perigosos de uma das rotas mais utilizadas por alpinistas – e a mesma que Alexandre pretende percorrer – para chegar ao topo da montanha.

Segundo Alexandre, os sherpas de sua equipe que morreram na avalanche eram experientes. “Eram três sherpas auxiliares, responsáveis por subir na frente, montar acampamento, cozinhar, etc. Trabalhava com eles desde o início da expedição”, afirma. “Eles conheciam muito bem a montanha. O que ocorreu foi uma fatalidade.”

Cancelamento. O alpinista brasileiro diz que ainda não ficou sabendo, no Acampamento Base, de expedições canceladas devido à tragédia, mas que esta “é uma possibilidade real”. “Os próximos dias serão decisivos, estamos na mão dos sherpas que sobreviveram.” Alexandre está na primeira etapa de aclimatação à altitude desde quando chegou ao local, no último dia 4, e planeja seguir adiante no dia 14 de maio.

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