Onda de barbudos começa a cansar mulheres, diz pesquisa

Professor vê relação entre tempos difíceis e o crescimento de homens com barba

iG Minas Gerais |

Peludo. O ator Ben Affleck é um dos que adotam a barba sempre que não tem que manter o rosto barbeado por causa de seu trabalho
Chris Pizzello
Peludo. O ator Ben Affleck é um dos que adotam a barba sempre que não tem que manter o rosto barbeado por causa de seu trabalho

Sydney, AUSTRÁLIA. O vai e vem da moda da barba pode ser guiado pela teoria da evolução de Charles Darwin. É o que sugere um novo estudo realizado em Sydney, na Austrália. Quanto mais homens com pelo no rosto, menos atraentes as barbas se tornam. Isso dá aos bem barbeados uma vantagem competitiva no momento em que os pelos estão em alta, dizem os cientista. O estudo foi publicado na revista “Biology Letters”, da Royal Society.

No experimento, mulheres e homens foram convidados a avaliar faces diferentes, com quatro níveis padronizados de barba. E o resultado apontou que tanto os rostos barbeados quanto os barbudos foram considerados mais atraentes à medida que eram mais raros. O padrão destes resultados reflete um fenômeno evolutivo: a vantagem competitiva, ou seja, a vantagem de traços raros. Os cientistas da Universidade de New South Wales foram os responsáveis pelo estudo. Eles recrutaram voluntários por meio do Facebook.

“Barbas espessas grandes estão de volta com tudo. A ideia é que, talvez, as pessoas sigam a tendência de copiar George Clooney e Joaquin Phoenix e Ben Affleck, que usam esse visual. Por isso, estamos vivendo o pico de homens barbudos”, disse à BBC News o professor Rob Brooks, um dos autores do trabalho.

Esse chamado “pico” teve seu clímax quando pessoas em profissões que não estavam associadas ao queixo peludo – como banqueiros, estrelas de cinema e jogadores de futebol – passaram a aderir a tendência. Segundo o cientista, isso pode estar ligado à ultima crise financeira, em 2008.

“Eu acredito que um dos motivos para que as barbas tenham voltado é o fato de estarmos em um tempo difícil”, disse o professor.

No experimento, 1.453 mulheres e 213 homens foram convidados a avaliar a atratividade de diferentes amostras de rostos de homens. À alguns, foi mostrada uma maioria de barbudos; outros, viram rostos barbeados; e um terceiro grupo, viu a estranha mistura de todas as variedades - bem barbeado, barba rala e barba cheia.

Tanto as mulheres como os homens julgaram as barbas completas mais atraentes quando elas eram mais incomuns. Da mesma forma aconteceu com os rostos barbeados. A preferência depende da chamada frequência negativa. Portanto, ela pode contribuir para a mudança da moda, concluiu Brooks.

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