CBF emite nota oficial e configura decisão da Lusa como abandono ou WO

Pronunciamento da entidade foi apresentado no Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão

iG Minas Gerais | da redação |

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Após a repentina saída dos jogadores da Portuguesa na estreia da equipe na Série B do Campeonato Brasileiro, frente ao Joinville, na noite desta sexta-feira, em Santa Catarina, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou uma nota oficial sobre o ocorrido. O pronunciamento da entidade foi apresentado no Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão.

Leia a nota:

"O ato apresentado ao delegado do jogo não tem nenhum eficácia jurídica pois foi proferido por juíza incompetente e que descumpriu determinação do Superior Tribunal de Justiça, que decidiu que o juiz competente é a 2ª vara civil, da Barra da Tijuca, do Rio de Janeiro, que proferiu decisão contrária. A Portuguesa, apesar de advertida pelo juiz da partida, que deveria ter dado continuidade à partida, optou por não voltar, o que configura abandono de jogo ou WO, que será apreciado e julgado pelo STJD."

Entenda o caso. Assim que a Lusa entrou em campo, o presidente do clube, Ilídio Lico, teria sido intimado a retirar a equipe do gramado, uma vez que a liminar da 3ª Vara Cível do Foro Regional da Penha, em São Paulo, concedida no dia 10 de abril, devolveu os quatro pontos que a Portuguesa perdeu no julgamento do STJD no final do ano passado pela escalação irregular do meia Héverton.

Com a decisão da juíza Adaísa Bernardi Isaac Halpern, a Lusa está provisoriamente na Série A. A CBF chegou a pedir reconsideração, mas o pedido foi negado pela magistrada. Assim, o clube poderia ser punido se descumprisse a decisão e jogasse.

Aos 17 minutos do jogo na Arena Joinville, o delegado da partida de Joinville, Laudir Zermiani, entrou no gramado com a liminar e imediatamente Argel pediu que os jogadores saíssem do campo. Os atletas do Joinville permanecem no gramado da Arena até que o árbitro encerrasse o jogo, meia hora depois.

Minutos depois de a Lusa deixar o gramado, o próprio delegado da partida, dizendo ter conversado ao telefone com o presidente da CBF, José Maria Marin, foi até o vestiário da Portuguesa e disse que a ordem da entidade é que o jogo fosse retomado.

O trio de arbitragem e o Joinville aguardaram por meia hora para que a Portuguesa voltasse a campo, mas isso não aconteceu. Assim o capixaba Marcos Andre Gomes da Penha se viu obrigado a encerrar a partida.