Promotores pedem ordem de prisão de capitão de balsa

Quatro guindastes flutuantes irão ajudar a levantar a balsa Sewol que afundou na quarta-feira (16)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Dezenas de barcos, helicópteros e mergulhadores estão tentando resgatar mais de 470 pessoas, incluindo 325 alunos de ensino médio, de um navio que naufragou na Coreia do Sul
AP Imagens
Dezenas de barcos, helicópteros e mergulhadores estão tentando resgatar mais de 470 pessoas, incluindo 325 alunos de ensino médio, de um navio que naufragou na Coreia do Sul
Promotores disseram que pediram a um tribunal para emitir uma ordem de prisão para o capitão da balsa que afundou há dois dias na Coreia do Sul, deixando centenas de desaparecidos. Os promotores também pediram ordens de prisão para dois outros membros da tripulação da embarcação.   A investigação sobre o desastre centrou foco sobre o forte desvio que a balsa executou um pouco antes de começar a afundar e se uma ordem de retirada dos passageiros mais rápida pelo capitão poderia ter salvado vidas. Os investigadores também estão investigando se o capitão abandonou o navio. As equipes de resgates estão procurando cerca de 270 pessoas que ainda estão desaparecidas. Pelo menos 28 corpos foram recuperados. As autoridades disseram que 179 pessoas sobreviveram. A maioria dos desaparecidos é composta por estudantes.   Resgate A Coreia do Sul posicionou guindastes flutuantes gigantes nas águas ao largo da costa sudoeste do país para ajudar a levantar a balsa Sewol que afundou na quarta-feira (16), na primeira grande operação de resgate do país em quatro anos. A difícil tarefa pode demorar vários dias com base nos prazos de operações similares realizadas anteriormente.   A guarda costeira do país disse que quatro guindastes, com capacidade para levantar 3.350 toneladas, 3.200 toneladas, 2.000 toneladas e 1.000 toneladas, respectivamente, chegaram na área ao largo da ilha do sudoeste de Jindo nesta sexta-feira. Um quinto guindaste com capacidade para 8.000 toneladas será enviado para o local no domingo, segundo a guarda costeira.   Nenhum cronograma foi anunciado ainda para o trabalho de resgate porque os esforços do governo atualmente se concentram em procurar as 268 pessoas que continuam desaparecidas, em vez de levantar a 6.825 toneladas da balsa afundada. O número de mortos subiu para 28 nesta sexta-feira. Na quarta-feira, dia em que o navio afundou, 179 pessoas foram resgatadas.   A polícia disse que o vice-diretor da escola que havia sido resgatado após o desastre foi encontrado enforcado em uma árvore. Um policial disse que o vice-diretor, identificado apenas pelo sobrenome Kang, foi encontrado morto na ilha de Jindo onde os passageiros resgatados se abrigaram. Entre os passageiros da embarcação, que afundou na quarta-feira, estavam 325 estudantes que se dirigiam para uma ilha em uma viagem de quatro dias.    Observadores disseram que o planejado resgate com os guindastes seria muito difícil e que uma operação semelhante, realizada há quatro anos, para levantar um navio da marinha afundado conseguiu levantar apenas um quinto da balsa. Demorou quase um mês para uma equipe de resgate da Coreia do Sul recuperar as 1.200 toneladas a corveta Cheonan do fundo do Mar Amarelo. O navio tinha sido dividido pela metade em um suposto ataque de um torpedo norte-coreano e afundou em 26 de março de 2010. Cinquenta e oito marinheiros foram resgatados logo após o naufrágio, enquanto 46 continuaram desaparecidos.   A busca por possíveis sobreviventes continuaram por mais de uma semana até que as famílias da tripulação desaparecida finalmente concordou com a suspensão da operação de resgate após a morte de um mergulhador e de pescadores que auxiliavam a operação. Eles recuperaram as seções da popa e proa em 23 e 24 de abril, respectivamente.   

 

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