Dia de buscar explicações

Desgaste físico após final do Mineiro e desfalques estão entre fatores que atrapalharam time

iG Minas Gerais | Bruno Trindade |

Justificativa. Marcelo defendeu a entrada de Élber como titular: para o treinador, o jogador poderia proporcionar mais bolas aéreas
LÉO FONTES/O TEMPO
Justificativa. Marcelo defendeu a entrada de Élber como titular: para o treinador, o jogador poderia proporcionar mais bolas aéreas

O gol salvador do lateral-esquerdo Samudio, aos 49 minutos do segundo tempo contra o Cerro Porteño-PAR, foi um alívio para os cruzeirenses e manteve vivas as esperanças de o time se classificar para as quartas de final da Copa Libertadores. Porém, antes de a partida contra os paraguaios começar, a Raposa apostava em uma boa vitória para ir mais tranquilo para decidir a vaga fora de casa, o que não aconteceu.

A equipe não conseguiu impor a força que costuma ter no Mineirão e quase sofreu uma derrota para os paraguaios. A partir de uma análise do técnico Marcelo Oliveira e dos próprios jogadores, podem ser apontados alguns fatores que contribuíram para o resultado dramático no Gigante da Pampulha: o desgaste físico, as chances perdidas, as ausências do meia-atacante Ricardo Goulart e do atacante Dagoberto e um vacilo da defesa no gol paraguaio.

Um dos principais fatores que condicionaram o resultado, segundo o treinador cruzeirense, foi o cansaço da equipe cinco estrelas. “O Cruzeiro estava visivelmente mais desgastado fisicamente. O adversário não usou seu time titular no último jogo (no Campeonato Paraguaio), e nós usamos a nossa equipe principal em uma final contra o nosso maior rival”, declarou Marcelo.

O triunfo do Cruzeiro também foi impossibilitado pela quantidade de chances desperdiçadas pelo sistema ofensivo. “Tem coisas que você planeja e que não acontecem, e isso depende do jogo. Às vezes, a bola não quer entrar. Mas tem jogo que bola bate na canela e entra. Acho que a gente tem que sempre estar confiante, porque uma hora as coisas vão se acertar”, disse o meia-atacante Marlone.

As ausências de Ricardo Goulart e Dagoberto também podem ser vistas como indício do placar inesperado, até pelo entrosamento que eles já possuíam com a equipe. “A equipe sente um pouco, porque já temos alguns jogos em sequência com eles. Mas todos que entraram hoje (quarta-feira) conseguiram fazer o seu melhor”, afirmou o volante Lucas Silva.

Desatenção. O gol do Cerro Porteño, além de se originar de uma falha da arbitragem, que deu escanteio para os paraguaios quando devia dar tiro de meta, foi resultado de uma falha defensiva, deixando Angel Romero sozinho para marcar. “Na proposta de jogo deles, eles esperavam um erro nosso, e isso aconteceu”, declarou o volante Henrique.

Sobre o meia-atacante Élber, que se mostrou nervoso em alguns momentos da partida, e que foi escolhido para iniciar o jogo, o técnico Marcelo Oliveira saiu em defesa do jogador. “Eu tinha as opções de colocar o Borges, mas não fiz esta opção porque ele não tinha condições de jogar o tempo todo e o Júlio (Baptista) estava desgastado. Tinha a opção do Marlone, mas entrei com o Élber porque ele sempre entra bem no Mineirão, e o adversário teria dificuldades com a bola aérea defensiva”, analisou Marcelo Oliveira.

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