Tarifa de ônibus metropolitano terá reajuste de 6,57%

Mudança é válida a partir de amanhã (18) e vai impactar 34 municípios da região metropolitana

iG Minas Gerais | LUCIENE CÂMARA |

Ônibus metropolitanos e intermunicipais tiveram reajuste de 7%
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Ônibus metropolitanos e intermunicipais tiveram reajuste de 7%

Assim como a capital e outras cidades mineiras, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) decidiu aumentar o valor da tarifa dos ônibus intermunicipais em 6,57%, o que impacta 34 municípios da região metropolitana. O reajuste vem nove meses após o governo ter baixado em 3,65% o preço da passagem, durante as manifestações realizadas em junho e julho do ano passado. Publicada ontem no “Minas Gerais”, dia de viagem de muitos mineiros para o feriado da Semana Santa, a medida já passa a valer hoje e altera de R$ 3,30 para R$ 3,50 o valor da tarifa predominante, paga por 62% dos usuários.

O mesmo preço vale para o Move Metropolitano (nome dado ao BRT), que começa a operar no próximo dia 26 na Estação São Gabriel, na região Nordeste da capital. A decisão da Setop é tomada em meio a polêmica sobre o aumento de 7,5% pleiteado pela Prefeitura de Belo Horizonte para a tarifa dos ônibus municipais. Esse reajuste, no início do mês, gerou protestos e foi barrado pela Justiça a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

O aumento de 6,57% no transporte coletivo metropolitano é aplicado na tarifa cobrada em 740 linhas. Os novos preços variam de R$ 2,30 (a mais barata) até R$ 31,95. Além desse reajuste, os valores dos táxis especiais metropolitanos também tiveram elevação de 7,49%.

A Setop justifica a decisão dizendo que o reajuste anual é previsto em contrato como forma de manter o equilíbrio econômico e financeiro das empresas diante da inflação e do aumento dos custos operacionais. Em dezembro passado, não houve elevação de 4% porque o governo extinguiu a cobrança do Custo de Gerenciamento Operacional (CGO), que gerava um custo anual às concessionárias de R$ 38,5 milhões – 4% do valor da tarifa.

Agora, a Setop alegou que o reajuste poderia ser maior se não fosse, ainda, a isenção da mesma taxa. Segundo o órgão, cálculos demonstraram que a variação de custos do setor no ano de 2013 foi de 10,57% – menos os 4% do CGO, o reajuste foi fechado em 6,57%.

Os pesos que recaem sobre a tarifa, de acordo com a Setop, são custos de mão de obra (47,16%), combustível (21,53%) e depreciação dos veículos (18,97%). Para o engenheiro em transportes Márcio de Aguiar, falta um olhar social do Poder Executivo para o transporte coletivo. “É preciso pensar em incentivos para desonerar o sistema. Enquanto a tarifa estiver relacionada com custos e inflação, ela estará sempre em alta”, concluiu.

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