Empresário italiano é condenado a prisão perpétua por morte de mineira

Claudio Grigoletto, dono da Alpi Aviation do Brasil, estrangulou sua funcionária Marília Rodrigues, de 29 anos, que estava grávida dele em agosto de 2013

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

LUIS CLEBER/AGÊNCIA ESTADO
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Foi condenado nesta quinta-feira (17) à prisão perpétua o empresário italiano Claudio Grigoleto, dono da Alpi Aviation, acusado de assassinar sua funcionária e amante Marília Rodrigues da Silva Martins, de 29 anos. O corpo da mineira de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi encontrado no escritório da companhia, em Gambara, na província de Brescia, no dia 29 de agosto do ano passado.

Marília estava grávida quando foi assassinada pelo patrão, que era casado e pai de duas filhas. Segundo as informações do jornal local Giornale di Brescia, a decisão foi proferida após cinco horas de audição e outra quatro de julgamento na Câmara do Conselho de juízes. O empresário foi sentenciado por duas mortes, de Marília e do bebê que ela esperava.

Ainda conforme o jornal, o réu permaneceu com os olhos fixos na corte que o julgou quando a sentença era proferida. Ao fim do julgamento, a defesa questionou o agravamento pelo crime ter sido premeditado. “Não podemos falar de assassinato premeditado. O gesto de Grigoletto foi resultado de uma ação de loucura, no estado cheio de raiva", argumentou a advogada Renata Milini.

Apesar desse argumento da defesa, o juiz Vittorio Masia aceitou o pedido do promotor público Ambrose Cassiani, que pediu pela prisão perpétua. Ainda conforme o jornal italiano, ao ouvir a sentença a mãe de Marília, recém chegada do Brasil, explodiu em lágrimas e não conversou com a imprensa. Para o advogado da mãe,Anita Liporace, “o tribunal avaliou corretamente a gravidade do crime”. Ao fim, já do lado de fora da corte, os familiares de Marília e Grigoletto se abraçaram durante um tempo.

Relembre o caso

O corpo da mineira foi descoberto dentro do escritório e, desde o princípio, a polícia italiana suspeitava que o homem tivesse assassinado Marilia e tentando fazer com que parecesse um acidente ou suicídio, ligando o gás no ambiente. A autópsia, além de confirmar que Marilia estava no quarto ou quinto mês de gestação, mostrou que ela foi estrangulada, fato que causou marcas profundas em seu pescoço.

A prisão de Grigoletto foi pedida pelo Ministério Público (MP) da Itália.  O suspeito está sendo investigado por homicídio qualificado, tentativa de ocultação de cadáver e aborto. O procurador de Brescia, Fabio Salamone, disse que "Grigoletto quis eliminar o problema para salvar seu próprio casamento".