Médico sanitarista da Unesp esclarece mitos sobre a dengue

Citronela é boa opção natural contra mosquito e não agride o ser humano; segundo o médico, repelente também deve ser passado nas roupas

iG Minas Gerais | Da redação |

Usar repelentes até nas roupas e boa dica contra o mosquito
STOCKXPERT/ARQUIVO
Usar repelentes até nas roupas e boa dica contra o mosquito

O médico sanitarista da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara Rodolpho Telarolli dá dicas de como se proteger do mosquito transmissor da dengue e esclarece mitos e verdades sobre a doença. Para evitar picadas, o mais indicado, além de repelentes, é o uso de inseticidas e aparelhos com citronela, que pode ser uma opção natural e não agride o ser humano.

Segundo o médico, o mosquito da dengue ataca mais no período da manhã e da tarde. “Não faz a menor diferença a cor da roupa que a pessoa está usando, clara ou escura e também o consumo de vitaminas do complexo B, que muda o odor do suor, não é eficaz para evitar as picadas do mosquito. O melhor são os inseticidas”, explicou.

Para uma boa proteção, a orientação é passar o repelente nas roupas também. “Os inseticidas podem ser os de mercados e os repelentes que devem ser colocados sobre a pele e também sobre a roupa, exceto se for um tecido grosso, caso ao contrário deve ser passado sobre blusas para uma eficácia completa”, esclareceu.

Uma opção natural e aconselhável é a citronela. “Ela é excelente por ser uma opção natural e que não é tóxica para o ser humano, assim dando para usar de maneira mais liberal durante todo o dia nos ambientes”, contou.

Sobre o uso da casca de laranja nos aparelhos, Telarolli não vê vantagem. “Serve mais pra odorizar o ambiente. Importante mesmo é utilizar telas nas portas e janelas e os mosquiteiros, que são as telinhas usadas em berços de crianças e sobre a cama de idosos acamados”, relatou.

Nebulização Uma das medidas para combater o mosquito transmissor da dengue é a nebulização nos bairros onde moram as pessoas que contraíram a doença. Para o pesquisador da Unesp de Rio Claro (SP), Cláudio Von Zuben a ação é eficaz.

“Ela geralmente é utilizada em situações emergenciais em que o controle das formas prematura do mosquito não foi efetivo, assim tendo a necessidade de controlar a população adulta em locais onde haja a transmissão da doença” explicou Zuben.

Contudo, ele ressalta que a aplicação do inseticida com frequência acaba induzindo a resistência do mosquito. "Tornando uma pequena parcela resistente a aplicação do inseticida e, com isso, a reprodução dessa parcela pode gerar mosquitos mais resistentes", disse.

Inseticidas Os inseticidas comuns também podem ajudar a tornar o mosquito mais forte quando passado o tempo todo. “É importante mudar a marca do produto e, no caso de aparelho, é aconselhável utilizar só no período da manhã e no final da tarde porque o produto pode ser tóxico, então não tem a necessidade de ficar funcionando o dia todo porque pode fazer mal a saúde”, concluiu Telarolli.

 

 

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