Diretora de escola não reconhece menino jogado em lote como ex-aluno

Garoto de cerca de 8 anos foi achado com diversos ferimentos na cabeça em um lote vago no bairro Diamante, na região do Barreiro; ele estava com a calça de uma escola do bairro João Pinheiro

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

CHARLES SILVA DUARTE
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Aquela que inicialmente seria a única prova que poderia levar à identificação do garoto de 8 anos que foi encontrado desacordado, na manhã desta quarta-feira (16), em um lote vago no bairro Diamante, na região do Barreiro, foi descartada. A criança vestia uma calça do Instituto Educacional Novo Caminhar, localizado no bairro João Pinheiro, na região Noroeste da capital, entretanto, as diretoras da escola foram ao Hospital João XXIII e não reconheceram a vítima como aluna ou ex-aluna.

O garoto, que segue sem identificação, continua internado em estado gravíssimo na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Pronto Socorro João XXIII, conforme as informações da assessoria da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). Assim que receberam a criança, que teve perda de massa encefálica, assistentes sociais da unidade de saúde passaram a auxiliar na tentativa de identificação do menor.

Após entrarem em contato com a instituição de ensino que estava na calça usada pela criança, as diretoras da escola foram convidadas à irem até o hospital para tentarem reconhecer o garoto. "Fomos lá ontem de noite e, apesar dele estar muito machucado, nós o observamos por muito tempo e em ângulos diferentes e tivemos certeza de que ele não é nem foi aluno da nossa escola", detalhou uma das diretoras da Novo Caminhar, Ana Paula Guimarães, de 27 anos.

Ainda conforme a mulher, foi difícil ver um garotinho tão frágil todo machucado. "Ele está muito grave, entubado. Foi horrível, pois ele está todo machucado, na boca, nariz, olhos, a cabeça inteira. É um menino moreninho, magrinho", lembrou a diretora. Ainda segundo ela, por trabalharem na região há 22 anos, certamente ela e a mãe, que também é diretora da escola, reconheceriam ainda que a criança fosse apenas moradora do bairro João Pinheiro.

"Acreditamos que possa ser um menino de rua, que ganhou a calça em alguma doação. Todo fim de ano eu e minha mãe saímos pela cidade doando roupas e brinquedos. E como todos do bairro sabem disso, recebemos muitas doações", explicou Ana Paula.

Investigação

O caso será investigado pela 2ª Delegacia do Barreiro, segundo a assessoria da Polícia Civil (PC). Na manhã desta quinta-feira, um agente da delegacia explicou que ainda não havia novas informações sobre o caso. Caso a criança não resista aos ferimentos, a investigação será repassada para a Divisão de Crimes Contra a Vida (DCcV).

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