André Heller assume coordenação técnica do Brasil Kirin-SP

Campeão olímpico em Atenas, ex-jogador deixou o posto em virtude, dentre outras coisas, de uma lesão articular próxima ao ombro

iG Minas Gerais | DÉBORA FERREIRA |

André não estará mais dentro das quadras, mas seguirá acompanhando de perto rotina do time
Brasil Kirin/Divulgação
André não estará mais dentro das quadras, mas seguirá acompanhando de perto rotina do time

No dia 5 de abril, André Heller entrou em quadra para fazer sua última partida como jogador. À ocasião, o Brasil Kirin-SP enfrentava o Sesi-SP pelas semifinais da Superliga, em Campinas, e o central então daria fim à sua luta contra uma lesão articular próxima ao ombro, que o vinha atormentando desde 2012 e atrapalhava seu rendimento. Menos de duas semanas depois do jogo, o ex-atleta, de 38 anos, já anuncia sua volta às quadras, mas desta vez como coordenador técnico da equipe em que atuava.

Com um intervalo tão pequeno entre o fim da carreira e a nova responsabilidade, André ainda não teve tempo de sentir saudades da antiga função.

“Não deu tempo e acredito que não vai dar, pois tenho tido mais compromissos que antes. Eu assumi um cargo no coordenador técnico do Brasil Kirin. Eu já penso em partir para outros setores do esporte há muito tempo e vou ter um contato muito próximo com a quadra, tentando colaborar para que os jogadores tenham 100% de foco na performance e fazendo a ponte entre os jogadores e a gestão”, explicou o jogador.

Mesmo antes de o clube campineiro encerrar sua participação no nacional deste ano, o atleta, que defendeu a seleção profissional por dez anos na “era de ouro”, já havia anunciado que iria parar de atuar. Os planos dele eram de seguir como jogador até os 40, mas acabaram antecipados pelas sérias dores.

“Foi difícil porque passei seis meses com muita dor, inclusive para dormir, e isso acabou me desgastando fisicamente. Eu não me alimentava direito, a lesão me maltratava todo o tempo. Depois que a Superliga 2012/2013 acabou, eu dei um tempo, e acabei jogando mais um ano com a chegada da Brasil Kirin. A lesão me deu alguns períodos de trégua, mas principalmente no final agora agora ela escolheu o momento exato para aparecer e eu joguei com muita dor nesta reta final”, contou.

Para a direção da equipe, a permanência de André dentro do clube foi bastante comemorada. "É nosso primeiro reforço de peso para a próxima temporada. Acredito que essa nova fase da carreira dele será de muito sucesso, assim como foi enquanto jogador. Além disso, tenho certeza que o time todo vai colher bons frutos com a coordenação técnica", explicou Fernando Maroni, supervisor do Brasil Kirin.