De olho em Dirceu, promotora pede quebra de sigilo do STF e Congresso

Ela investiga o possível uso de celular do ex-ministro e quer a quebra de sigilo de aparelhos celulares no Palácio do Planalto, no Supremo Tribunal Federal e no Congresso Nacional

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Ex-ministro também defende atuação de Delúbio Soares no escândalo do mensalão
JACKSON ROMANELLI - 23.4.2007
Ex-ministro também defende atuação de Delúbio Soares no escândalo do mensalão

Uma promotora fez um pedido, nesta quinta-feira (17), à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal que irá aborrecer grande parte dos grandes nomes de Brasília. Isso porque Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, que investiga o possível uso de celular do ex-ministro José Dirceu, quer a quebra de sigilo de aparelhos celulares no Palácio do Planalto, no Supremo Tribunal Federal e no Congresso Nacional. 

Segundo o advogado de Dirceu, uma das coordenadas está localizada no Centro de Internamento e Reeducação, onde o ex-ministro está preso. O outro local, de acordo com a defesa, é o Palácio do Planalto. Para justificar as localizações, o advogado anexou laudo de um engenheiro agrônomo.

A defesa de Dirceu reafirmou que o ex-ministro não falou ao celular e pediu que a autorização de trabalho externo em escritório da advocacia seja concedida. No pedido foram anexadas também  as contas de celular de James Correia, secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, suspeito de ter conversado com Dirceu.

Na terça  (15), após a manifestação da defesa, a Advocacia-Geral da União entrou com uma reclamação disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público para avaliar a conduta da promotora.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada no dia 17 de janeiro, diz que Dirceu conversou por telefone celular com Correia. Segundo a matéria, a conversa ocorreu por intermédio de uma terceira pessoa que visitou Dirceu.  

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