Telexfree é pirâmide, dizem EUA

Acusação é de atrair ‘minorias pouco instruídas’ com pretexto de enriquecimento

iG Minas Gerais | Da redação |

Carlos Roberto Costa é diretor de marketing da Telexfree
Reprodução/Facebook
Carlos Roberto Costa é diretor de marketing da Telexfree

O principal órgão regulador do mercado de títulos no Estado norte-americano de Massachusetts acusou a Telexfree de promover um esquema de pirâmide que movimenta US$ 1 bilhão junto a públicos que incluem brasileiros residentes nos Estados Unidos.

William Galvin, secretário de Estado de Massachusetts, afirmou que a Telexfree ofereceu títulos fraudulentos e não registrados no Estado e fez falsas promessas a potenciais participantes de que poderiam ficar ricos rapidamente.

“Esquemas de pirâmide não são nada de novo, nem esquemas que focam públicos específicos, mas a comunicação moderna permite um amplitude global para eles”, disse Galvin em um comunicado.

Sistemas de pirâmide pagam mais aos participantes para recrutarem novos membros do que para venderem os produtos oferecidos. As pessoas que acabam de entrar são pagas com parte do dinheiro pago por quem já entrou antes e ficam com a ilusão de que serão muito bem-remunerados no longo prazo. Mas só ganha mesmo quem está no topo da pirâmide.

Nos Estados Unidos, participantes do esquema têm que pagar à Telexfree US$ 289 por um kit de publicidade ou US$ 1.375 por cinco kits. Em troca pela publicação de anúncios pré-escritos em determinados sites, a companhia prometia retornos anuais de até 250%. Ele afirmou que a companhia levantou US$ 1 bilhão no mundo.

A Telexfree entrou com pedido de recuperação judicial no Estado norte-americano de Nevada na segunda-feira. Representantes da companhia ainda não foram localizados para comentar.

“Por meio da oferta ou venda de títulos não registrados, a Telexfree tem causado e continua a causar grande prejuízo para minorias pouco instruídas ao atraí-las pelo falso pretexto de enriquecimento rápido”, afirma a acusação.

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