Presidente mantém dianteira

Levantamento da Vox Populi mostra Dilma com 40%, Aécio Neves com 16% e Campos com 8%

iG Minas Gerais |

Folga. Apesar das crises enfrentadas no início do ano, Dilma Rousseff ainda venceria no primeiro turno
Roberto Stuckert
Folga. Apesar das crises enfrentadas no início do ano, Dilma Rousseff ainda venceria no primeiro turno

São Paulo. A presidente Dilma Rousseff (PT), pré-candidata à reeleição, oscilou um ponto percentual para menos e continua em primeiro lugar, com 40% das intenções de votos, de acordo com pesquisa Vox Populi/“CartaCapital” divulgada nesta quarta. O levantamento mostra que, juntos, os rivais Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e Pastor Everaldo Pereira (PSC) totalizam 26% das intenções de voto. O que permitiria a reeleição da presidente no primeiro turno.  

A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 8 de abril, antes da presidente Dilma Rousseff defender a Petrobras do que chamou de ataques com interesses políticos. As declarações da presidente ocasionou a queda das ações da estatal no Ibovespa.

Em segundo lugar, está Aécio, que também oscilou um ponto para baixo – de 17% para 16%. Campos, que anunciou esta semana a ex-senadora Marina Silva (PSB) como a pré-candidata a vice em sua chapa, tem 8% – ante 6% em fevereiro. Pastor Everaldo tem 2% das intenções de voto. Levy Fidelix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram.

Na pesquisa anterior, todos os candidatos considerados “nanicos” não somavam mais de 1% nas intenções de voto. Votos em branco ou nulos se mantiveram em 15% na pesquisa divulgada nesta quarta. O número dos que não sabem em quem votar ou que não responderam à pesquisa é de 18% – ante 20% no levantamento anterior. A margem de erro do levantamento é de 2,1 pontos percentuais.

Concessões. Nesta quarta a presidente Dilma Rousseff esteve no píer sul do Aeroporto Internacional de Brasília para ato de inauguração e para conhecer as novas instalações do terminal. Ao caminhar pelas lojas da praça de alimentação, a presidente posou inúmeras vezes para fotos com funcionários dos estabelecimentos, cumprimentando-os e distribuindo abraços.

Ao notar que uma funcionária registrava sua presença, Dilma chamou a mulher para tirar foto com ela. “Por que você está tirando foto sozinha? Vem para cá”, disse Dilma, orientando a funcionária a entregar, para o fotógrafo oficial da Presidência, o aparelho celular com o qual ela registrava a imagens. “Ela quer tirar (a foto) no (aparelho) dela”, afirmou Dilma.

Abordada pela imprensa, Dilma comentou as novas instalações do aeroporto, elogiando-o. “Vocês viram o tamanho do aeroporto? Pequenininho, né?”, disse a presidente. “Concedendo fica bom, você não acha? Tem que fazer parcerias”, disse Dilma, ao ser questionada sobre a concessão do aeroporto por jornalistas.

Dilma defendeu o processo de privatização dos aeroportos brasileiros. Segundo a presidente, o dinheiro arrecadado pelo governo na concessão dos serviços aeroportuários vai permitir a construção de 270 aeroportos regionais, que, segundo ela, são essenciais para a logística do país.

No discurso, a presidente reagiu à história contada pelo ministro da Aviação Civil, Moreira Franco. Segundo ele, um passageiro, ao pisar pela primeira vez na nova área do aeroporto, disse que aquilo não parecia Brasil. “É, de fato, um cartão de visita. Parece sim que aqui é o Brasil”, disse.

Privatizações Defesa. O pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, afirmou que não tem “preconceito” contra as privatizações. Ele sugeriu que o governo Dilma Rousseff fez concessões “a contragosto” na área de infraestrutura e disse que é preciso respeitar o lucro da iniciativa privada. Apoio. “Como você vai governar um país no regime capitalista e ter preconceito com a iniciativa privada?”, questionou. “Eu não vejo a questão da privatização como um dogma. Acho importante atrair o investimento privado para áreas em que o Estado não consegue chegar”, defendeu.

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