A história de Jesus: do nascimento à ressurreição

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Longa teve boa bilheteria em sua estreia nos Estados Unidos
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Longa teve boa bilheteria em sua estreia nos Estados Unidos

São Paulo. Chega hoje aos cinemas o longa-metragem “O Filho de Deus”, dos mesmos produtores da série “A Bíblia”, que foi exibida pela Record em outubro do ano passado. Apesar de não ter os efeitos especiais de “Noé”, último grande lançamento do gênero, o longa teve estreia bem-sucedida nos Estados Unidos.

Ele conta a história de Jesus, vivido pelo galã português Diogo Morgado, do nascimento à ressurreição. A produção visa mostrar um Cristo mais humano, que sofre e tem dúvidas. Os seus apóstolos também são lembrados como pessoas comuns, que não faziam ideia de que entrariam para a história com a missão de divulgar os ensinamentos de seu mestre.

O filme mostra ainda o sofrimento do povo de Israel, oprimido pelo Império Romano. Alguns pensavam que Jesus era também um guerreiro, que os salvaria das mãos dos ditadores.

Católico praticante, o casal de produtores britânicos Mark Burnett e Roma Downey tinha, a princípio, o sonho de levar a história contada na “Bíblia” para a TV. Enquanto ainda filmavam a série, eles perceberam que a narrativa renderia um bom filme. Começaram, então, a gravar cenas extras, que formam a maior parte do longa.

Alguns trechos da série também foram aproveitados. “Muitos de nossos colegas em Hollywood disseram que éramos loucos em apostar em uma produção dessas”, conta a produtora Roma Downey, em um vídeo de divulgação do filme. “Mas nós acreditamos e fomos adiante porque queríamos fazer o melhor possível. Jesus não aparecia nas telas de cinema havia dez anos, desde ‘A Paixão de Cristo’”, completa.

Audiência. O público norte-americano lotou as salas de cinema para conferir a história de Jesus retratada pelo filme, que faturou US$ 25,6 milhões só na primeira semana de exibição nos Estados Unidos.

Os produtores do longa já contavam com o sucesso nos cinemas. Isso porque a série de TV que inspirou o filme, ganhou a atenção em mais de dez países. Só nos Estados Unidos, foi vista por 100 milhões de espectadores, segundo o casal de produtores.

Por aqui, com a exibição dos 20 capítulos da série, a Record garantiu uma de suas maiores audiências no ano passado. A média foi de 10 pontos no Ibope no horário nobre. Bilheteria bíblica boa no Brasil

As grandes produções bíblicas estão entre as preferências do brasileiro. O longa “Noé”, que estreou há uma semana, já é o quarto filme mais visto do ano. Em 2010, “Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, vendeu 6,8 milhões de ingressos no país.

O Brasil também se mostra forte na produção de longas do gênero. “Existe um filão forte de filmes religiosos nacionais que têm conseguido público expressivo, mas os maiores sucessos são na linha espírita”, explica Gustavo Leitão, editor do site Filme B. Ele lembra que “Nosso Lar” (2010) foi visto por 4 milhões de espectadores. No mesmo ano, “Chico Xavier” levou cerca de 3,4 milhões de pessoas às salas de cinema. Entre os filmes cristãos, “Maria: Mãe do Filho de Deus” (2003), dirigido por Moacyr Góes com a participação do padre Marcelo Rossi, garantiu bons resultados. A produção foi vista por 2,3 milhões de pessoas.

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