Funcionários do aterro sanitário de BH estariam sem receber

De acordo com a denúncia de um dos trabalhadores do local, empresa terceirizada responsável pelo serviço estaria deixando eles trabalharem sem salário, em condições precárias e sem receber passagem

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

O aterro sanitário de BH não recebe lixos desde 2007 e tem uma área de 1 milhão de m²
PBH/divulgação
O aterro sanitário de BH não recebe lixos desde 2007 e tem uma área de 1 milhão de m²

Os funcionários do aterro sanitário de Belo Horizonte, localizado às margens da BR-040, na região Noroeste da capital, estão sem receber seus salários há cerca de três meses. Além disso, os funcionários terceirizados precisam trabalhar sem os equipamentos de segurança, com uniformes precários e sem receber o valor das passagens há um mês.

Conforme a denúncia de um dos contratados para fazerem serviços gerais, o problema de pagamento do salário começou em janeiro deste ano. “Começou a pagar e depois atrasou. Ficamos três meses sem receber e após reclamarmos pagaram dois deles. Mas agora já estamos com três salários atrasados novamente”, denuncia o funcionário que, temendo represálias, preferiu não se identificar.

Ainda segundo o denunciante, o Sindicato dos Empregados em Edifícios e Condomínios, em Empresas de Prestação de Serviços em Asseio, Conservação, Higienização, Desinsetização, Portaria, Vigia e dos Cabineiros de BH (Sindeac) já foi procurado, mas ainda não resolveu a situação.

Eles são contratados pela empresa ACE Empreendimentos Ltda., que venceu a licitação da Prefeitura de Belo Horizonte. No aterro, eles trabalham como funcionários do Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

“É complicado, pois trabalhos sem equipamentos de segurança, com uniformes rasgados, sem botina e, agora, estamos há um mês sem receber a passagem também. A gente vai levando, arrumas uns 'bicos', mas a coisa não está boa para o nosso lado”, afirma o funcionário. No total, seriam 12 os contratados pela empresa e que estariam se receber.

A SLU foi procurada por O TEMPO, mas ainda não respondeu à nossa solicitação. A empresa responsável pelos funcionários também foi procurada, porém, nenhuma ligação foi atendida. O Sindeac também foi procurado e disse ainda não estar sabendo da situação. Eles estão fazendo pesquisas para ver se o caso não foi denunciado à outro sindicato e esperam auxiliar na solução do problema.

O aterro

Conforme as informações da Prefeitura de BH, o aterro sanitário foi inaugurado em 1975. A partir daí, teve início a correta disposição final de resíduos sólidos na capital. O local deixou de receber os lixos da capital desde 2007, que agora são destinados ao aterro de Macaúbas, em Sabará.

Atualmente, a área de 1 milhão de m² faz parte da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos, onde funcionam os programas de reciclagem da prefeitura. Lá estão presentes a Central de Aproveitamento Energético do Biogás, uma estação de Reciclagem de Entulho, a Unidade de Compostagem, Unidade de Recebimento de Pneus, Unidade de Educação Ambiental, entre outros serviços.