PF indicia ex-diretor da Petrobras e mais 45 investigados

Atualmente, 15 pessoas permanecem presas, entre elas o ex-diretor da Petrobras e o doleiro Alberto Youssef, ambos acusados de manterem relações com políticos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Polícia Federal informou, em nota nesta terça-feira (15), que indiciou 46 pessoas na Operação Lava Jato, acusadas de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro operado por casas de câmbio que atuavam clandestinamente em Brasília, Paraná e São Paulo. O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, está entre os indiciados.

A PF não divulgou os crimes imputados a ele. As investigações mostram que fornecedores da petroleira pagavam comissão a Paulo Roberto em troca de conseguirem contratos na estatal, mas não há menção a esse fato na nota da PF sobre os indiciamentos.

Os denunciados foram acusados de crimes contra o sistema financeiro nacional (operar instituições de câmbio sem autorização, falsa identidade em contrato de câmbio e evasão de divisas), falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Dois doleiros também foram indiciados por financiamento ao tráfico de drogas diante de indícios da ligação deles com traficantes.

A Operação Lava Jato originou quatro inquéritos, todos relatados por determinação judicial. "Cada inquérito policial investigou a atuação de uma dessas quatro organizações criminosas, que eram lideradas por doleiros.

Esses grupos, embora fossem independentes entre si, possuíam negócios em comum relacionados à lavagem de dinheiro", informou a PF na nota.

A Justiça Federal autorizou o sequestro de três hotéis e seis residências de alto padrão. Foram apreendidos 25 veículos com valores de mercado superior a R$ 100 mil cada.

Aproximadamente R$ 6 milhões foram apreendidos em espécie, além de centenas de joias e várias obras de arte que serão destinadas esta semana ao Museu Oscar Niemeyer para custódia.

Atualmente, 15 pessoas permanecem presas, sendo 14 em Curitiba/PR e uma em São Paulo/SP, entre elas o ex-diretor da Petrobras e o doleiro Alberto Youssef, ambos acusados de manterem relações com políticos. Há duas pessoas foragidas.

O jornal O Estado' apurou que a relatoria dos inquéritos ocorre quando a maior parte do material apreendido ainda está sob análise.

A PF informou que poderá, contudo, apresentar complementos aos relatórios finais a partir do estudo do material aprendido ainda não analisado, o que pode acarretar investigações autônomas dos seguintes crimes: fraude em licitação, desvio de recursos públicos, corrupção ativa e passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Ao todo, foram cumpridos 105 mandados de busca e apreensão, 19 de prisão preventiva, 12 de prisão temporária e 27 conduções coercitivas.