Um preso é morto a cada dez dias no Estado do Maranhão

Dez dos casos ocorreram somente neste ano

iG Minas Gerais |

Em 2013, 60 detentos morreram dentro do complexo de Pedrinhas
FOTO: Douglas Júnior / JORNAL O
Em 2013, 60 detentos morreram dentro do complexo de Pedrinhas

São Luís. Enquanto a Procuradoria Geral da República não define se pede ou não à Justiça uma intervenção no Maranhão pela crise de segurança, um preso morreu a cada dez dias em penitenciárias do Maranhão neste ano. A última morte ocorreu na noite dessa segunda, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pedrinhas, após um fim de semana com outros dois casos.

Já são ao todo dez vítimas em presídios maranhenses – sendo sete só no complexo de presídios de Pedrinhas – nesses quase quatro meses. Com celas superlotadas, entrada fácil de armas e pouca segurança, 60 detentos morreram apenas em 2013 dentro do complexo prisional de Pedrinhas.

Desde o fim do ano passado homens da Força de Segurança Nacional e a tropa de choque da Polícia Militar passaram a atuar no presídio.

No fim do ano passado, uma comissão de representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de procuradores e advogados visitou Pedrinhas. O relatório da visita serviria de base para o procurador geral Rodrigo Janot analisar se pediria ou não a intervenção federal no Maranhão.

O documento foi entregue no dia 27 de dezembro ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que preside o conselho.

A Procuradoria Geral ainda pediu em janeiro à governadora Roseana Sarney (PMDB) respostas sobre o motivo do caos penitenciário. As explicações foram enviadas a Janot ainda no início de janeiro. Por meio da assessoria de imprensa, a Procuradoria Geral apenas informou que não há prazo para a resposta. Questionada novamente na manhã de ontem após a décima morte em Pedrinhas, a PGR não se manifestou.

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