Uptime quer crescer mais e alcançar 300 escolas em 2016

Franquia mineira de inglês tem 206 unidades no país sendo 175 delas franqueadas e 31 próprias

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Sagaz. O fundador da Uptime  mineiro de Ipatinga, Sérgio Monteiro, diz que compete no mercado com inovação e resultado
Lincon Zarbietti / O Tempo
Sagaz. O fundador da Uptime mineiro de Ipatinga, Sérgio Monteiro, diz que compete no mercado com inovação e resultado

Quando iniciou a Uptime, o presidente da empresa, o mineiro Sérgio Monteiro, 44, tinha uma operação de guerra, e, para um mercado competitivo como esse do ensino de inglês, ele viu que teria que ser diferente, e foi. “Durante anos fui perseguido, caçado como picareta”, dispara Monteiro. Na época, todos queriam saber como a Uptime ensinava inglês em um ano. Mas o tempo deu a resposta e, 12 anos depois, a Uptime tem 206 unidades, sendo 175 franqueadas e 31 próprias, e um faturamento de R$ 125 milhões. Agora, o grupo se prepara para chegar a 300 unidades até 2016.

Monteiro explica que a Uptime não quer ser identificada como a maior. “Ela já é reconhecida como negócio próspero, já entregamos resultado”, afirma. O executivo diz que até poderia crescer mais rapidamente aceitando a entrada de um fundo de capital no negócio, mas não quer seguir esse caminho. “Sou a única bandeira que não se vendeu”, provoca. Enquanto isso, a Uptime segue com o plano de crescimento. Até o final de maio deste ano, mais 14 escolas serão abertas e a expectativa é fechar o ano com 34 novas unidades. “Eu não montei uma empresa para ganhar dinheiro. O meu foco é entregar resultado ao aluno”, explica Monteiro. O resultado, para Monteiro, é fazer uma pessoa falar, ler e escrever em inglês em 12 meses. “Somos a única empresa com certificado de garantia, se o aluno seguir o método criado por mim e baseado na neurolinguística”, conta. Para aumentar a presença da Uptime, Monteiro informa que faz tudo com caixa próprio. “Não tem financiamento nenhum”. Assim será também com a nova sede da empresa. Ao custo de R$ 11 milhões, a Uptime terá a nova casa no bairro Santa Lúcia, em Belo Horizonte, e que ficará pronta no fim de 2015. Será a sede do grupo da franqueadora com 3.000 m² para treinamento e convenções. “Eu poderia pegar o dinheiro da construção da sede e fomentar o negócio, mas preferi investir na sede”, diz o empresário. Monteiro conta que tinha certeza do crescimento da rede. “Desde os primórdios, nós entregamos resultado, e eu sabia que ia crescer”, afirma. A surpresa, segundo o executivo, é a qualidade do crescimento. “Temos uma unidade limpa, sem endividamento, sem problemas jurídicos, nada. Tudo construído com caixa próprio”, frisa. A Uptime também investe em marketing com famosos, no caso, o técnico da seleção brasileira de voleibol, Bernardo. “Ele (Bernardo) se associou ao Uptime pelo ideal”, conta. Mas Monteiro não revela o cachê do técnico que aparece nos comerciais da rede de ensino. O empresário diz apenas que a imagem do técnico Bernardo impulsiona sim a marca Uptime. “A seleção brasileira é vencedora porque inova sempre. Todo ano o Bernardo cria variações de jogadas para vencer o proponente”, elogia.

Antes de ser empresário, foi jogador de voleibol

Nascido em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, o fundador da Uptime, Sérgio Monteiro, foi jogador de voleibol, tendo jogado profissionalmente por vários anos. Em 1992, formou-se em Social Sciences & Communications na University of Southern Califórnia/Los Angeles (EUA), onde foi recrutado para jogar a NCAA por essa universidade.

Após o voleibol, Monteiro se identificou com os processos comerciais de uma empresa, sendo diretor comercial de uma construtora e, posteriormente, de uma escola de idiomas. Entre 2000 e 2001, ele começou a desenvolver o projeto Uptime. Monteiro conta que, ao viver nos EUA, ele aprendeu que um curso de línguas não precisa durar anos e que existem técnicas de aprendizado que permitem a fluência em tempo reduzido. A partir daí desenvolveu uma metodologia inovadora, somada aos conhecimentos de neurolinguística e técnicas de mnemônica.

Mais unidades Até o fim de maio, mais 14 escolas: Minas Gerais: segunda unidade em Juiz de Fora, Unaí, Extrema, Cambuí Rio de Janeiro: Três Rios, Ilha do Governador São Paulo: Mogi das Cruzes, Itatiba, Taboão da Serra, bairros Butantã e Morumbi, em São Paulo Ceará: Fortaleza Alagoas: Maceió Santa Catarina: Criciúma

 

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