Mudança na lei ainda gera críticas

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Os deputados que deixaram de ter direito ao auxílio-moradia de R$ 2.850 a partir de janeiro deste ano, quando a nova regra da Assembleia foi publicada oficialmente, reclamam que foram prejudicados com a mudança.  

Um dos lamentosos é Arlen Santiago (PTB). O deputado recebeu o benefício até dezembro, mas acabou perdendo o direito por ter imóveis em Belo Horizonte em seu nome – entre eles um apartamento no bairro de Lourdes (Zona Sul) avaliado em R$ 280 mil, de acordo com declaração de bens enviada à Justiça Eleitoral em 2010.

“Foi prejudicial para mim sim. Tenho que ter dois imóveis, na minha base eleitoral e fora dela. E o salário que recebemos na Assembleia não é suficiente para mantermos o nosso mandato. Mas se não temos opção, temos que aceitar. Mas é complicado”, reclama o deputado, que nas últimas eleições declarou patrimônio de R$ 3,6 milhões.

No último mês de pagamento da verba antes do endurecimento da regra, em dezembro, 62 deputados receberam o auxílio. Naquele mês, a assessoria da Casa informou que 26 dos 71 deputados estaduais tinham desistido de receber a verba.

Cada deputado recebe R$ 20.042,35 por mês e tem direito a R$ 20 mil de verba indenizatória, para gastos com o mandato. 

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