Resposta sobre transferência de goleiro Bruno deve sair nesta terça

Goleiro assinou contrato com o Montes Claros Futebol Clube em fevereiro e advogados tentam transferência dele para cidade; manifestantes se mobilizam em Montes Claros para impedir a chegada do detento

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Contrato foi assinado na manhã desta  sexta-feira (28)
André Fossati
Contrato foi assinado na manhã desta sexta-feira (28)

A transferência do goleiro Bruno Fernandes de Souza, 29, para a unidade prisional de Montes Claros, no Norte de Minas, pode ser aprovada nesta terça-feira (15). Sob a justificativa de uma super lotação na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, os advogados do goleiro se reúnem durante a tarde com representantes da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) para confirmar ou não a transferência.

No fim de fevereiro deste ano, o goleiro assinou um contrato de cinco anos com o Montes Claros Futebol Clube. O time disputa o o Módulo II, a segunda divisão do Campeonato Mineiro. A possibilidade da ida de Bruno à cidade já causa uma mobilização entre feministas e simpatizantes. O movimento Mulheres do Projeto Popular, da organização nacional Levante Popular da Juventude já se manifestou a respeito.

No início deste mês, o movimento publicou em seu blog uma manifestação de repúdio ao fato de o goleiro jogar no time da cidade. “Não podemos permitir que a opressão de gênero se naturalize e, principalmente, que os agressores desfrutem da impunidade. Com Bruno, assim como com todos os que cometem atos de violência contra mulheres, a lei tem que ser rigorosamente cumprida. A não punição dos agressores contribui para perpetuar a opressão e, logo, impede o avanço da luta pela igualdade de gênero. As mulheres vítimas de violência são reais - suas histórias não podem ser invisibilizadas e seus agressores não podem ficar impunes”, esclarece o movimento.

Sob o lema “Se bate, mata e oprime, não joga no nosso time”, mulheres e simpatizantes do movimento saíram às ruas pregando espalhando cartazes contra a possível chegada do goleiro em Montes Claros. Para o advogado de defesa Francisco Simin, a mobilização não existe. “É só uma meia dúzia de mulheres que está fazendo isso com base em interesses políticos, mas essa vontade não pode ultrapassar os limites da lei”, disse.

Ainda segundo ele, somente após a reunião com a Seds é que haverá uma resposta sobre a ida de Bruno a Montes Claros.

O goleiro foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo assassinato triplamente qualificado da ex-amante Eliza Samudio, com quem teve um filho. O corpo da mulher permanece desaparecido. 

 

 

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