MPF quer informações sobre a morte de Rodrigo Neto

Órgão pediu esclarecimentos generalizados, mas não determinou prazo para ter as respostas

iG Minas Gerais | Camila Bastos |

Rodrigo Neto apurava uma série de crimes envolvendo policiais
DIARIO DO ACO / DIVULGAÇÃO
Rodrigo Neto apurava uma série de crimes envolvendo policiais

O Ministério Público Federal (MPF) protocolou um ofício na 10ª Promotoria de Justiça de Ipatinga, no Vale do Aço, requerendo informações sobre as investigações do caso do jornalista Rodrigo Neto, assassinado em março de 2013 na cidade. Dois acusados irão a júri popular, mas ainda não há data definida.

A assessoria de imprensa do MPF explicou que no ofício, entregue à promotoria no último dia 2, foram pedidas informações generalizadas sobre o inquérito às autoridades competentes. Não foi estabelecido um prazo para que essa manifestação aconteça.

Quem pediu a intervenção do MPF no caso foi o Centro Nacional de Denúncia (CND). De acordo com o diretor geral da entidade, Cléber Garage, houve omissão do Estado na apuração do homicídio. “Nós recebemos algumas manifestações por e-mails e redes sociais e encaminhamos os pedidos ao Ministério Público”. Garage ainda disse que, para o CND, as investigações que vão apontar a motivação e o mandante do homicídio estão lentas e obscuras.

A Polícia Civil informou, por meio da assessoria, que a autoria já foi identificada, e a motivação ainda é apurada. Alessandro Neves Augusto, o “Pitote”, e o policial civil Lúcio Lírio Leal, acusados de assassinar o jornalista, vão a júri popular. Lúcio está preso na Casa da Polícia Civil, na capital, e Augusto, na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

Entenda o caso

Abordagem. Em 8 de março de 2013, o jornalista Rodrigo Neto foi surpreendido ao sair de um bar em Ipatinga. O crime. Dois homens atiraram contra Neto e um amigo, que sobreviveu. O jornalista apurava uma série de extermínios envolvendo policiais. Pouco depois, o fotógrafo Walgney Assis de Carvalho, que trabalhava com Neto, foi morto.

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