Mãe denuncia tentativa de rapto de bebê em shopping da zona Sul

Designer diz que desconhecido tentou puxar o filho de 1 ano de seu colo pela gola da camisa

iG Minas Gerais | Luciene Câmara |

Caso. Tentativa de rapto teria acontecido em saída da praça de alimentação para o estacionamento
FOTOS GUSTAVO ANDRADE / O TEMPO
Caso. Tentativa de rapto teria acontecido em saída da praça de alimentação para o estacionamento

A designer Gilka Fonseca, 41, usou as redes sociais para denunciar a tentativa de rapto de seu bebê de 1 ano no shopping Pátio Savassi, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O caso foi no último domingo, quando a cliente estava com seus dois filhos, de 1 e 7 anos, na saída da praça de alimentação. Segundo o relato da mãe, um desconhecido se aproximou elogiando a beleza do menino de colo e tentou puxá-lo à força de seus braços. O homem só se afastou por causa dos gritos da mulher e da aproximação dos seguranças.  

O caso ganhou repercussão com o depoimento de Gilka nas redes sociais e, de acordo com ela, outras duas mães se manifestaram em sua página do Facebook dizendo terem passado pela mesma situação dentro de dois shoppings em diferentes regiões da cidade.

A delegada Iara França Camargos, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), informou que a aproximação de pessoas mal-intencionadas, inclusive visando o rapto de crianças para o tráfico, não é raridade em Belo Horizonte. Ainda segundo ela, os criminosos se aproveitam justamente de locais onde as famílias se reúnem, como parques e centros comerciais.

Denúncia. Gilka relatou que foi ao Pátio Savassi no domingo com os dois filhos e o marido. Durante o passeio, os quatro permaneceram juntos. Por volta das 19h, quando iriam para casa, o marido saiu na frente para pagar o estacionamento.

Foi nesse momento que um rapaz, com idade entre 20 e 25 anos, se aproximou da mulher, no piso G2, na saída da praça de alimentação para o estacionamento. Ele vestia camisa polo vermelha e calça jeans. “Estava muito bem-vestido, e não fiquei com medo dele”, afirmou a mulher.

A designer estava com o bebê em um dos braços e, na outra mão, segurava sacolas de compras e o filho mais velho. O rapaz se aproximou do menino de colo. “Ele fingiu que estava fazendo carinho nele e começou a puxá-lo. Eu falei para ele tirar a mão do meu filho, mas ele continuou. Enrolou a mão na roupinha dele, na altura do pescoço e foi puxando. Minha reação foi soltar as sacolas no chão e gritar”.

Diante do pedido de socorro da mulher, o rapaz se afastou calmamente e saiu sorrindo. “Era um sorriso meio sarcástico, não dá para saber se foi um riso do tipo ‘não deu certo o roubo e estou fingindo que está tudo bem’ ou se ele é louco”.

A designer contou que uma vigia do shopping se aproximou e acionou o responsável pela segurança geral. Por rádio, eles trocavam informações sobre o local onde o suposto agressor estaria. Gilka disse que ao ouvir que o rapaz tinha entrado em uma loja, sentiu que aquela era a oportunidade de ir embora sem o risco de se deparar com ele de novo. “Meu filho mais velho estava chorando com medo, e só pensei em protegê-lo”.

Apuração. A assessoria de imprensa do Pátio Savassi não informou se o suspeito foi ouvido ou detido pela segurança. Em nota, disse que “não houve registro do fato no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do shopping”.

O estabelecimento informou ainda que zela pela segurança de seus clientes e lojistas, “com filmagem dos ambientes e corredores e vigilantes fazendo constantes rondas”, mas não explicou se vai analisar as imagens de vigilância.  

Mães devem evitar locais ermos e monitorar conversas na internet Até dezembro do ano passado, quase mil crianças de 0 a 11 anos estavam desaparecidas em Minas, de acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). Só em Belo Horizonte, eram 756 casos, e, no interior, 224. Para evitar casos como esses, a polícia dá uma série de dicas de segurança, como evitar passear com os pequenos em locais ermos, sem a presença de seguranças. Outra recomendação é sempre andar de mãos dadas ou manter contato físico com as crianças em shoppings e parques. “Não se pode desviar o olhar”, explicou a delegada Iara França Camargos. A policial alerta ainda para a importância de os pais conversarem com os filhos sobre o perigo das redes sociais. “Esse público tem o costume de aceitar pessoas estranhas e marcar encontros. Isso é muito perigoso”, concluiu Iara.

Outros casos sob investigação - Capital. A Polícia Civil investiga a origem de uma recém-nascida, encontrada em uma casa no bairro Pompeia, na região Leste, na última quinta-feira, após denúncia de tráfico de crianças. A menina teria nascido em Teresina (PI) e os pais estariam em Goiás.Amanda Suelen de Freitas, 27, que estava cuidando da criança, e André Alves da Silva, 34, que teria trazido a menina para Minas, estão presos por subtração de menor. Nessa segunda, uma advogada foi até a delegacia representando a mãe biológica do bebê e disse que o pai da criança não estaria em Belo Horizonte. Segundo ela, a mãe vai se apresentar. - Região Central. Uma menina de 11 meses foi raptada de casa há quatro dias, no distrito de Carioca, em Pará de Minas, na região Central do Estado. Para a Polícia Militar, o pai do bebê afirmou que a mandante do sequestro é a avó materna. Os dois brigam na Justiça pela guarda da criança.

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