Cafu, de capitão a ‘promoter’

Antes questionado apenas por futebol, ex-lateral precisa agora falar até sobre manifestações

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Descontração. 
Cafu joga totó – ou pebolim – durante abertura de exposição sobre o futebol brasileiro
PEDRO GONTIJO / O TEMPO
Descontração. Cafu joga totó – ou pebolim – durante abertura de exposição sobre o futebol brasileiro

Ao lado de Ronaldo, o capitão do penta, Cafu, figura como um dos principais promotores da Copa do Mundo no Brasil. Ele inspirou a bola da Copa das Confederações – a Cafusa –, foi um dos oito ex-atletas convidados para o sorteio da Copa, participou do lançamento do uniforme dos voluntários, na semana passada, e não se cansa de aparecer em diversos eventos no país ou no exterior.

Nesta segunda, Cafu esteve em Belo Horizonte para apresentar a exposição “Brasil, um país, um mundo”, que viaja pelas 12 cidades para mostrar um pouco da cultura e da história da terra do futebol. Como um verdadeiro expert em Brasil, o jogador que mais vezes vestiu a camisa da seleção brasileira – 149 vezes – é perguntado sobre tudo, mas a manifestação popular é o tema mais recorrente entre os estrangeiros.

“Por que é que tem manifestações contínuas? Por que existem pessoas contra a Copa? E com relação às obras? A única coisa que eles não perguntam é sobre seleção brasileira, porque sabem que ela está bem”, ressaltou o ex-jogador, hoje com 43 anos.

Ele sabe que o trabalho de divulgação do país precisa ser constante e que não é preciso mentir. “Nós, que promovemos o Brasil, temos que lutar contra assuntos negativos. O que procuramos fazer é passar uma imagem positiva, que vamos fazer uma bela Copa, que nossos estádios vão estar perfeitos. Claro que vamos ter probleminhas, mas são problemas que todos os países têm”, pondera.

O capitão de 2002 diz não ver influências dos protestos dentro das quatro linhas. “Dentro de campo, não interfere em nada. De maneira geral, na Copa do Mundo pode interferir. Imagine uma manifestação que não deixe uma delegação chegar ao estádio? Não sou contra a manifestação, sou contra a bagunça”, afirmou.

Convocação. No dia 7 de maio, Luiz Felipe Scolari vai divulgar a lista de convocados para o Mundial. Depois de 16 anos de convocações, quatro participações em Copas, Cafu dá a dica aos jogadores nesse momento de expectativa.

“Quem tinha que mostrar, já mostrou. O que ele fizer agora não vai fazer diferença, mas, sim, a sequência de trabalho ao longo dos últimos anos. É claro que você fica um pouco precavido numa jogada (para não se machucar), mas todo atleta profissional deve lutar pelo resultado positivo de sua equipe”, afirmou Cafu, se referindo ao fim da temporada europeia e início dos campeonatos nacionais no Brasil.

Renda

Beneficente. Parte do trabalho de Cafu tem a renda revestida para a Fundação Cafu, que combate a desigualdade social. No caso da exposição, a Associação dos Campeões Mundiais também é beneficiada.

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